#ParaTodosVerem Na foto, um carro vermelho que foi propositalmente incendiado
O acusado persegue a mulher há muito tempo e já praticou uma série de crimes contra ela, todos eles já denunciados pelo Ministério Público em ação penal. O último caso foi quando ele colocou fogo no carro dela e do atual marido - Foto: CBM Criciúma | Divulgação

A 12ª Promotoria de Justiça de Criciúma ofereceu denúncia contra um auxiliar de escritório que, na madrugada do dia 15 de novembro do ano passado, incendiou o veículo do atual esposo da ex-namorada durante a madrugada. O crime, ocorrido no bairro Jardim União, foi motivado porque o autor estava inconformado com o término do relacionamento e buscava vingança contra a mulher. Ela e o marido acordaram com o som do alarme do veículo. O Corpo de Bombeiros encontrou dois palitos de fósforos no carro, um sobre o para-brisas e outro no teto. Já na época a suspeita era de que o rapaz havia cometido o delito. Ele tem um longo histórico de violência contra a mesma vítima.

Com a denúncia, além da condenação pelo crime de incêndio, com ameaça à vida das vítimas e dos moradores do bairro, o MPSC ressalta que o caso foi cometido por motivo fútil e praticado em contexto da violência doméstica. Conforme a denúncia, o acusado foi visto diversas vezes durante a madrugada, rondando as proximidades da residência das vítimas. Por volta das 3 horas, de posse de um galão com combustível, o acusado despejou sobre o carro, estacionado em frente a sua residência, uma grande quantidade de gasolina e ateou fogo ao veículo.

O incêndio causou uma explosão e, com o impacto, o carro entrou em movimento e colidiu com o muro da residência, provocando o risco de que o incêndio se propagasse pelas casas da vizinhança. O fogo somente foi dominado com a chegada do Corpo de Bombeiros e a participação dos vizinhos, que acabaram acordando com o barulho. O MPSC ainda requereu a condenação do acusado a ressarcir a vítima pelos danos patrimoniais sofridos em relação ao veículo, preliminarmente estimados em R$ 30 mil, e ao pagamento de danos morais, fixados em R$ 20 mil, tendo em vista o delito ter sido praticado em contexto de violência doméstica. Ao longo de 2021, o acusado praticou uma série de crimes contra a mulher, como ameaça, perseguição, descumprimento de medida protetiva e publicação de nudez, todos eles já denunciados pelo MPSC em ação penal.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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