Maycon Vianna
Tubarão

Uma morte na madrugada de ontem, na Guarda margem direita, em Tubarão, ainda é rodeada de mistério. O jovem Cedemir Motta da Silva, 25 anos, faleceu em frente a uma residência no quilômetro 9 da rodovia SC-440, próximo ao Hotel Termas da Guarda.
De acordo com as informações de populares que presenciaram a morte, por volta das 2h30min, houve uma briga entre a vítima, que estava muito nervosa, com um homem que estava em um caminhão estacionado próximo à residência de Cedemir. Ao tentar fugir, Cedemir pulou um portão com lanças pontiagudas. A principal hipótese é que tenha escorregado e uma das lanças perfurado verticalmente a sua virilha e atingido a artéria.

Os bombeiros e o perito técnico confirmaram que não há indício de tiro ou perfuração por faca, o que em um primeiro momento descarta a possibilidade de homicídio.
Cedemir não trabalhava e morava no bairro com a sua mãe, Zenaide Motta da Silva, em pequena uma casa de madeira.
Segundo testemunhas que presenciaram o incidente, o jovem ainda conseguiu livrar-se da lança e caminhou por aproximadamente 100 metros, até cair no chão, às margens da rodovia. Um homem que passava pelo local viu que o rapaz gemia de dor e acionou os bombeiros. Os policiais militares deram suporte à ocorrência.

O corpo de Cedemir foi levado para perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Tubarão. A Polícia Civil já iniciou as investigações e ainda não descarta a possibilidade de homicídio. “Só após os laudos periciais concretos é que podemos determinar a morte do jovem. Tudo o que temos são apenas especulações de moradores e conhecidos dele”, declara um policial.

Mãe do jovem diz que foi uma fatalidade
A maneira como morreu Cedemir Motta da Silva, 25 anos, deixou a comunidade da Guarda margem direita chocada. A mãe do jovem, Zenaide Motta da Silva, acompanhou todos os momentos de agonia do filho até o seu último suspiro. “Não desejo isso para ninguém. É muito triste você ver a morte de um ente querido e não poder fazer nada para ajudá-lo”, declara Zenaide.
Ela chegou no local em que houve o incidente minutos antes de seu filho falecer. O fato também foi presenciado por outros moradores da localidade. Alguns deles não conseguiram relatar detalhes.

Cedemir morava com a mãe, que faz alguns bicos para ajudar no sustento da casa. “Sempre criei o meu filho dentro das minhas possibilidades. Vi toda a etapa de seu crescimento e agora só vou poder reencontrá-lo na pior forma possível: no cemitério”, lamenta Zenaide.
O enterro ocorreu por volta das 17 horas de ontem, no cemitério da localidade. Diversos familiares e amigos visivelmente emocionados participaram da cerimônia.