Maycon Vianna
Tubarão

Um telefonema anônimo à Polícia Civil de Florianópolis, terça-feira, logo após a ocupação do Morro da Costeira do Pirajubaé, pelo Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da PM da capital, deixou em alerta a segurança pública do estado. A ligação denunciava que um grupo fortemente armado ligado ao traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, atacaria bases das delegacias e batalhões da Polícia Militar de Santa Catarina.

Entre os possíveis alvos dos bandidos, estariam delegacias situadas entre os municípios de Garopaba e Jaguaruna, locais de atuação do criminoso no comércio de drogas. O delegado geral da Polícia Civil, Maurício Eskudlark, confirmou ontem a informação, porém, segundo ele, a orientação é agir com cautela. “Se houver ataque, seremos enérgicos. Alguns policiais foram avisados sobre a possível represália”, diz Maurício.

Na região sul do estado, poucos policiais haviam recebido informações sobre este fato. “Estou sabendo desta informação por você (eu, Maycon Vianna, dei a notícia na tarde de ontem para o delegado de Jaguaruna). Procurarei conversar com o comando regional para saber se realmente esta informação sobre possíveis ataques de grupos armados é verídica”, avisa o delegado da Polícia Civil de Jaguaruna, Marcelo Bittencourt.

Na delegacia de Polícia Civil de Imbituba, os policiais devem esperar algum aviso do comando geral da Florianópolis para saber como proceder. “Não sei bem do que se trata, mas buscaremos levantar o máximo de informações para evitar que sejamos surpreendidos”, detalha o investigador Murilo Belinense, da Polícia Civil de Imbituba.
Apesar do chefe da Polícia Civil no estado, Maurício Eskudlark, ter confirmado o alerta sobre os possíveis atentados, a informação não tinha chego aos policiais do sul.

Polícia Militar de Tubarão desconhece as ameaças

Possivelmente alvo das ameaças dos bandidos ligados ao traficante Neném da Costeira, até o fim da tarde de ontem o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão também não havia sido informado sobre as ameaças de ataques.
O serviço de inteligência da PM foi avisado, na tarde de ontem.

“O que será feito é alertar todos os policiais, caso realmente a informação seja confirmada. Na realidade, isso deve estar ocorrendo por causa da prisão em flagrante do traficante no Paraguai”, diz o major Ângelo Bertoncini.
O comando da 8ª região da PM, com sede em Tubarão, deve reunir-se ainda esta semana para deixar um plano de ação caso a hipótese de algum tipo de atentado contra as sedes da PM do sul de Santa Catarina seja confirmada.