Amanda Menger
Tubarão

Um dos cinco detidos na Operação Gaia foi liberado ontem. É o gerente regional da Fatma em Tubarão, Cidinei Galvani. Ele estava detido em Florianópolis, na Central de Triagem, o conhecido Cadeião do Estreito, desde segunda-feira, onde prestou depoimentos ao delegado da Polícia Civil de Tubarão, Marcos Ghizoni, e ao promotor Sandro de Araújo.

Além de Cidinei, foi preso preventivamente um outro funcionário da Fatma, o proprietário e um funcionário de uma empresa de São José e uma pessoa ligada ao Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de São José e Região. Eles são suspeitos de estarem envolvidos em fraudes de licenças ambientais para o funcionamento de postos de combustíveis em Tubarão.

“Cidinei foi liberado ontem pelo delegado. Segunda, ele assinou uma procuração para que eu levasse ao advogado. Não tinha nada contra ele, nenhum motivo para ficar preso”, afirma Cléia Mara Galvani, esposa do gerente regional. Cidinei foi solto no fim da tarde e chegou a Tubarão por volta das 23 horas.

O caso
No ano passado, o Ministério Público recebeu uma denúncia anônima e solicitou que a Polícia Civil instaurasse um inquérito. Foram encontrados 200 laudos supostamente falsos emitidos por uma empresa de assessoria ambiental de São José, para postos de combustíveis da região, 22 deles em Tubarão.

Após a constatação de que os laudos eram falsos, o MP solicitou um novo laudo, feito pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb). As amostras foram coletadas nos poços de monitoramento instalados nos postos de combustíveis entre 29 de maio e 5 de junho. No início deste mês, seis postos foram interditados por contaminação do solo, três deles conseguiram mandados de segurança e voltaram a funcionar.