Maycon Vianna
Tubarão

O regime de segurança do Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão, após seguidas fugas, começa a ser questionado pela comunidade. A última ‘escapada’ ocorreu por volta das 19 horas de sábado, onde dois internos, entre eles uma garota de 17 anos, surpreendeu um monitor, que ficou trancado em um dos quartos.
De acordo com o gerente substituto do CIP, Luciano da Silva Valério, uma adolescente que já havia fugido no último dia 8 e que foi trazida de volta para Tubarão, semana passada, percebeu o descuido do agente, pegou o cadeado guardado em uma das gavetas e facilitou para que o colega escapasse com ela.

No início deste mês, o diretor do CIP, Vasco Francisco da Silva, afirmou que houve falha humana na fuga dos cinco jovens (três foram recapturados e dois foram detidos em Florianópolis quando tentavam praticar um assalto). “É preciso que um policial acompanhe a movimentação interna por meio do sistema de monitoramento de câmeras. Infelizmente, houve um equívoco”, detalha Vasco.

Um dos funcionários do local afirma que “os dois adolescentes aproveitaram um descuido do agente de plantão e escaparam”. Já conforme o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, tenente-coronel Eduardo Mendes Vieira, os policiais militares não têm condições de dar suporte em casos de fuga, pois não tem uma guarita e nem equipamento adequado para dar maior segurança externa.
“A PM não tem responsabilidade nas fugas dos internos. Aquele espaço não dá condições para os nossos soldados darem segurança em relação a fugas. O que ocorre no espaço interno do CIP não compete à Polícia Militar”, relata o comandante.