O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) se manifestou hoje (11) sobre a polêmica envolvendo a compra dos respiradores para o estado. O procurador-Geral de Justiça e chefe do MPSC, Fernando da Silva Comin, afirmou que um vereador do Rio de Janeiro é um dos envolvidos na fraude.

Além disso, no processo fraudulento, segundo Comin, também tem pessoas dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso. Ele disse que os crimes são de falsidade documentais e ideológicas, corrupção e financeiro.

“Há indícios de que também esteja ocorrendo o crime de lavagem de dinheiro público. RS 11 milhões já foram acautelados (bloqueados) em uma conta judicial. Os demais recursos estamos apurando para quais contas e operações foram realizadas”, enfatizou.

O primeiro lote de 50 dos 200 respiradores artificiais comprados pelo governo de SC por R$ 33 milhões tem nova data para chegar ao Brasil. Os equipamentos embarcaram às 10h desta segunda-feira (11) no aeroporto de Guangzhou. A previsão de chegada ao país é até meio-dia de amanhã (12).

Força-tarefa
No último sábado (9/05), uma força-tarefa composta pelo MPSC, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Civil desencadeou a Operação 02 (oxigênio). O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram 35 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em quatro estados da federação.

A operação ocorreu em 12 municípios e envolveu aproximadamente 100 policiais civis, militares e rodoviários federais de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Também colaboram com as investigações a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ministério Público do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Mato Grosso e o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina, além da Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar de SC.