Flávio Bernardino foi velado na tarde de ontem na capela Santa Terezinha, no bairro Oficinas. A cerimônia foi simples e restrita aos poucos parentes e amigos. O sepultamento ocorreu ontem mesmo.
Flávio Bernardino foi velado na tarde de ontem na capela Santa Terezinha, no bairro Oficinas. A cerimônia foi simples e restrita aos poucos parentes e amigos. O sepultamento ocorreu ontem mesmo.

Rafael Andrade
Tubarão

Acusado de ser o mentor do megadesmanche de veículos descoberto pela polícia em 2002 em Tubarão, Flávio Bernardino dos Santos, 64 anos, morreu no fim da madrugada de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). O ex-empresário sofria de diversas doenças como diabetes, hipertensão e obesidade mórbida, e estava internado há nove dias (cinco dias na UTI).

As doenças provocaram um choque séptico (falência circulatória sanguínea aguda). Bernardino cumpria pena de 20 anos por vários crimes em regime domiciliar, em um de seus apartamentos em Laguna, desde 2005.

Cinco pessoas acusadas de envolvimento com o megadesmanche já foram condenadas. Entre os crimes, são apontados falsidade ideológica, receptação, adulteração de identificação de veículo, corrupção ativa, sonegação fiscal e furtos e roubos de caminhonetes e caminhões. Um deles, de 49 anos, também cumpre prisão domiciliar. Ele foi o último a ser preso e condenado pelo Tribunal de Justiça, há dois meses. Recebeu permissão para ficar em casa porque passa por um tratamento de um câncer avançado nos testículos. Uma sexta pessoa responde o processo em liberdade.

O desmanche de veículos de Tubarão, o maior já descoberto no estado, começou a ser desmantelado em janeiro de 2002. Segundo a denúncia do Ministério Público de Tubarão, a revenda da L.A. Santos, no bairro Dehon, serviria apenas como fachada para a realização do negócio ilícito.
O corpo foi velado na Capela Santa Terezinha, bairro Oficinas, e sepultado no Cemitério do bairro São Martinho, no fim da tarde de ontem.