A Polícia Civil concluiu que a própria filha foi a autora intelectual do crime que tirou a vida de Agenor Della Bruna, 69 anos, encontrado morto na última quarta-feira em Nova Veneza. A acusada apresentou-se na delegacia de Balneário Rincão na tarde desta segunda-feira e confessou mais detalhes.

“Eu só queria que ele morresse, não importa como, ele era muito severo comigo, com a mãe, com meus irmãos. Ele judiava muito da minha mãe, batia todo dia. Quis matar meu irmão de facão. Meu pai era um monstro, ele judiava da mãe”, disse.

Ela foi além, citando a revolta que a moveu. “Eu cresci c om essa revolta, eu queria ver ele sofrer, não importa se morresse ou não, vendo meus irmãos e minha mãe sofrendo. Eu nunca gostei dele, desde pequena, uma coisa levou à outra”.

Na entrevista que concedeu à imprensa, porém, não quis dar mais detalhes do crime. Não mencionou o dinheiro que teria sido encontrado nem o envolvimento com os demais participantes, que teriam sido os responsáveis por matar e desovar o corpo, após ele ter sido capturado no Balneário Rincão. 

“Eu pedi para matarem. Queria que ele sofresse como a minha mãe sofreu muito, ele batia todo dia na minha mãe. Ele bebia, gastava em putaria. Uma vez ganhou uma camaçada de pau pois deu em cima de umas mulheres, ficou no hospital”.

O delegado Jorge Giraldi considera o caso resolvido. “Ela não mostra arrependimento algum. É a mentora e participou do crime. Com essa confissão espontânea o crime está mais do que esclarecido. Tudo o que ela disse vem corroborar com a versão do adolescente e de outro envolvido participante. Vamos tentar localizar os outros dois que estão envolvidos e ao final vou representar pela prisão de todos”, comentou.