Rafael Andrade
Florianópolis

O padrasto acusado de estuprar o enteado de 1 ano e 11 meses é considerado um foragido da justiça de Tubarão. A criança morreu no último dia 12, em decorrência de complicações em virtude do ferimento anal.

Após ter tomado o depoimento da mãe da criança durante quase nove horas, na última sexta-feira, o delegado Jair Tártari, responsável pelo inquérito, pediu a prisão preventiva do casal. A mulher, de 34 anos, já está reclusa no Presídio Regional de Tubarão.

Ele, contudo, não foi localizado na manhã deste sábado no endereço deixado na delegacia na última quinta-feira, quando depôs. Os dois negam a autoria ou qualquer participação no crime.

“Temos fortes indícios do seu paradeiro. Uma coisa é certa: em Tubarão e Florianópolis ele não está. Qualquer pessoa que saiba onde ele está e guarde a sua localização pode ser enquadrada como cúmplice”, avisa Tártari.

Há suspeitas de que ele tenha deixado o Brasil com destino a Portugal, onde tem parentes, no mesmo diz que prestou depoimento. Até o pedido de prisão preventiva, ele não se encontrava na condição de acusado e, portanto, tinha o passaporte liberado para viajar.

O advogado do suspeito, André Mello Filho, também diz que não sabe onde seu cliente está. “Não o vi desde o dia do seu depoimento (última quinta-feira). Não sabia do pedido da prisão preventiva”, resume.