O escrivão da Polícia Federal, Levi dos Santos Corrêa, 31 anos, de Tubarão, morreu na noite desta terça-feira (2), depois de, supostamente surtar, e efetuar dezenas de disparos no apartamento e no residencial onde morava, o Central Park, na zona sul de Macapá. Em seguida, atirou contra a própria cabeça.

De acordo com o cabo Chagas, do Batalhão de Força Tática (BFT), a namorada, vários moradores e outras testemunhas que estavam em um bar, na esquina da rua professor Tostes com a avenida Caramuru, presenciaram o suicídio. Segundo vizinhos de Levi, a tragédia iniciou após uma discussão entre ele e a namorada.

“Eles já chegaram brigando da rua. Entraram no apartamento e os tiros começaram. Foi muito tiro. Eu estava na área da piscina quando vi ela passar correndo e procurar ajuda no bar da esquina”, contou uma moradora do Central Park.

No estabelecimento comercial, o catarinense Levi apontou a arma contra a própria cabeça e puxou o gatilho. Ele ainda chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu ainda dentro da viatura.

Um vídeo da namorada, desesperada, tentando reanimá-lo, antes da chegada da polícia e do Samu, circulou nas redes sociais. Segundo o cabo Chagas, a arma era uma pistola 9mm, de fabricação israelita – armamento comumente usado pela Polícia Federal. O escrivão descarregou dois carregadores de 18 munições, segundo o BFT.

“Ele não atirou contra ninguém. Dentro do apartamento ele atirou contra um vidro e quando desceu, disparou em uma porta de vidro de lá do residencial, mas não atirou contra nenhuma pessoa em nenhum momento”, relatou o cabo Chagas.