Rafael Andrade
Tubarão

Acostumado a trafegar diariamente pela BR-101, o empresário tubaronense Laercio Menegaz, 53 anos, não chegou ao serviço nesta sexta-feira como de costume. O proprietário da Madeireira Menegaz e membro da executiva estadual do Partido Progressista (PP) tomou outro rumo, o Hospital Socimed, em Tubarão.

Morador de Treze de Maio, Laercio conduzia o seu Gol pelo quilômetro 346 da BR-101, próximo à empresa Triunfo, no bairro São Cristóvão, em Tubarão, quando bateu em um caminhão Mercedes, de Ponta Grossa (PR), conduzido por um homem de 42 anos, por volta das 8h30min. A colisão, que destruiu o carro do empresário, resultou em vários ferimentos.

Laercio quebrou a perna direita, três dedos do pé direito e sofreu várias escoriações pelo corpo. O acidente gerou um enorme congestionamento, que precisou ser controlado pela Polícia Rodoviária Federal.

No dia 3 de setembro do ano passado, Laercio e a esposa foram surpreendidos em casa por dois homens, que chegaram em uma moto e anunciaram um assalto. Os bandidos tentaram agredir a mulher, o empresário foi defendê-la e levou um tiro. O projétil, que quebrou uma costela, atingiu o pulmão e alojou-se no fígado, foi retirado pelo cirurgião Luiz Fernando. Laercio ficou vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na época.

“Desta vez, não foi tão grave, mas o susto foi de arrepiar”, lembra um de seus filhos, Laercio Menegaz Júnior.
“Deus não quer me levar e tem sido bondoso comigo. Estou igual a gato. Já gastei duas das sete vidas”, brinca o empresário, que passa bem.

Resgate complicado

O grave acidente envolvendo um empresário de Tubarão mobilizou um grande número de socorristas, devido ao forte impacto. Não havia outras pessoas no Gol conduzido por Laercio Menegaz, que ficou preso às ferragens.

No caminhão, também só havia o motorista, que sofreu ferimentos leves. Os dois foram conduzidos a hospitais de Tubarão. Os Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, os Bombeiros Militares de Tubarão e Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) trabalharam no resgate às vítimas. O risco de explosão também era evidente, já que vazou muita gasolina na pista após a batida.