Maycon Vianna
Tubarão

Uma discussão em uma das celas do Presídio Regional de Tubarão terminou de maneira trágica para o detento Gustavo Alves de Oliveira, de 26 anos. Ele morreu após ser perfurado, a princípio por um estoquete (pedaço de madeira com uma ponta de ferro – veja no detalhe da foto), após uma briga com socos e pontapés com outros dois detentos, de 22 e 25 anos. O confronto ocorreu por volta das 13 horas desta sexta-feira.

Os policiais militares e os agentes prisionais foram acionados para dar suporte à ocorrência. A vítima estava preso desde setembro de 2008 por envolvimento por tráfico de drogas. Os outros dois, suspeitos de cometer o homicídio, também estavam detidos por tráfico.
De acordo com o diretor do Presídio Regional de Tubarão, Ricardo Dias Welausen, provavelmente, o confronto ocorreu por rixas envolvendo os presos. “As informações preliminares são de que os detentos já se estranhavam. Possivelmente, foi uma execução motivada por acerto de contas, algo que tenha a ver com drogas”, diz Ricardo.

O corpo de Gustavo ficou estendido no corredor de uma das celas do presídio até a chegada da equipe do Instituto Geral de Perícia (IGP) de Tubarão. “Ainda não é possível precisar, porém, acreditamos que o rapaz foi perfurado no abdômen e também na região do tórax. Ele veio a óbito instantes depois de ser atingido”, relata um dos peritos técnicos.
Os dois acusados foram encaminhados juntamente com a arma do crime para depoimento na Central de Polícia Civil de Tubarão por volta das 16 horas de sexta-feira.

Drogas são encontradas em laranjas

Horas antes do homicídio dentro do Presídio Regional de Tubarão, três esposas de detentos, de 19, 20 e 22 anos, tentaram entrar no local com drogas escondidas dentro de laranjas, nesta sexta-feira, por volta das 10 horas. Os policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) perceberam que elas estavam apreensivas com a ‘encomenda’ e que, ao perceberem a proximidade da guarnição da PM, então resolveram disfarçar para tentar esconder a droga dentro de um moto Biz azul.
Na vistoria, os policiais encontraram pedras de crack e maconha dentro das frutas. A PM fez a apreensão em flagrante e encaminhou as laranjas com os entorpecentes à Central de Polícia Civil de Tubarão.

A mulher de 20 anos, ex-companheira do detento morto, tem três filhos – um bebê de quatro meses, um menino de um e outro de dois anos – soube na cela de triagem da Central de Polícia que o seu marido havia sido assassinado.
A outra detida em flagrante, de 22 anos, tinha dois filhos, um de 2 anos e uma menina de 11 meses.
As três mulheres detidas foram ouvidas pelo delegado da Polícia Civil e foram liberadas até chamado judicial.