Dois animais em uma fazenda em Grão-Pará, foram encontrados mortos na manhã desta terça-feira (7). A carne deles havia sido furtada (abigeato), ficando apenas as carcaças no pasto. O proprietário do gado registrou o crime na Delegacia de Polícia Civil.

A ação dos bandidos ocorreu na madrugada. Eles prenderam os animais na ‘mangueira’ e mataram. Conforme informações, os dois animais eram os maiores que o proprietário tinha no local. Juntos eles valeriam cerca de R$ 20 mil. Outros moradores da cidade já foram furtados. Segundo relatos os criminosos levam a carne para consumo próprio, estocam ou vendem para terceiros.

No dia 17 do mês passado, criminosos invadiram uma fazenda na localidade de Rio do Meio, também, em Grão-Pará, mataram dois bois e levaram a carne dos animais. A ocorrência foi de madrugada. De acordo com o pecuarista e proprietário, os animais serviam muito no trabalho, no dia a dia da família e ajudavam muito na lavoura. A junta valia R$17 mil.

No dia 15, uma propriedade, em Tubarão, foi invadida por bandidos. A Polícia Militar foi acionada às 9h40, no bairro Sertão dos Corrêa, para atender a ocorrência de furto de gado. Os criminosos invadiram o local e carnearam uma vaca da raça Brasfor. Os ladrões levaram parte da carne e deixaram o resto do animal. Um boletim de ocorrência foi registrado

Os crimes de abigeato, que consistem no furto qualificado pela subtração de gado ou animal domesticável de produção, têm crescido na região e no Estado. Pequenos, médios e grandes donos de campos têm enfrentado esse tipo de problema, principalmente, em relação a gados, que, geralmente, são abatidos e vendidos em pequenos açougues das cidades.

Sobre o crime de abigeato o artigo 155, §6º do Código Penal, dispõe de pena de 2 (dois) a 5 (cinco) anos para o furto de semovente domesticável de produção. Por outro lado, a receptação de semovente domesticável de produção o art. 180-A do Código Penal destaca:

Art. 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:

§ 1º – Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime: Pena – reclusão, de três a oito anos, e multa.

Entre no nosso grupo do telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/Notisul