Rafael Andrade
Orleans

Uma operação especial contra a pedofilia foi desencadeada ontem de manhã, em Orleans. Um jovem de 21 anos, de uma família de classe média-alta e tradicional da cidade, está foragido. Ele é acusado de aliciar e praticar pedofilia contra uma adolescente de 13 anos, também moradora de Orleans.

Cinco agentes acompanhados do delegado Ulisses Gabriel, que comanda a investigação do caso, cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do acusado, no bairro Santista. Ele não estava no local, mas deve ser intimado a prestar esclarecimentos sobre o crime.

A adolescente relata que postou algumas fotos sensuais em um site de relacionamento por engano. “Segundo a menina, o suspeito deve ter se aproveitado e copiado as imagens em seu computador. Ele ainda pode ter espalhado o material para amigos e postado as fotos em sites pornográficos”, detalha Ulisses.

O computador do jovem foi apreendido e encaminhado à perícia, que já constatou a existência das fotos suspeitas ainda ontem. Um motor de um carro marca Wolksvagem com numeração raspada, uma caixa de câmbio de marchas e três fones de telefone público foram encontrados na casa do suposto pedófilo. A mãe do rapaz, que estava em casa, confirmou que todo o material recolhido pertence ao filho.

“Caso seja comprovada a adulteração do sinal identificador ele pode responder também por este crime, mais o de receptação de material furtado e ainda o de pedofilia, se ficar confirmada a distribuição ou posse das fotos da adolescente”, explica o delegado.

Saiba mais!
O artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente observa que: “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, inclusive de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro, cena de sexo explícito ou pornográfica com o envolvimento de criança ou adolescente é proibido”. O acusado, caso seja confirmado a sua participação na divulgação deste tipo de material, deve ser preso imediatamente. A pena varia muito e é avaliada conforme o caso. Pode chegar, no máximo, a 15 anos de reclusão em regime fechado e multa.