#Pracegover Na foto, a imagem dos pés do menino após ser resgatado
Fotos: Polícia Militar de Campinas

Em Campinas, Estado de São Paulo, uma família foi denunciada por manter uma criança de 11 anos acorrentada dentro de um barril. O resgate foi feito na tarde deste sábado e o estado em que o menino se encontrava chocou até os policiais.

De acordo com a polícia, o barril ficava em um cômodo na laje da residência. Era feito de tijolos e coberto por uma telha, a porta que a família usava para fechar o cubículo era uma de pia de cozinha.

No local cabia apenas o barril, quando os policiais chegaram encontraram o menino dentro, estava acorrentado pelos pés e pelas mãos, sem roupa e sem ter como sentar. “É mentira, isso, não pode ser”, disse um dos policiais durante o resgate.

Conforme a polícia o menino é portador de doença mental. Ficava preso durante horas e até dias, sem água, comida e medicação. Ele foi resgatado desidratado e desnutrido, pesando cerca de 25kg, disseram os policiais.

Em entrevista ao Portal R7, os policiais contaram que conversaram com o menino. “Ele disse que sentia fome, comia as próprias fezes. Depois que respondeu as perguntas pediu aos prantos para ser adotado porque não aguentava mais essa vida”.

O menino morava com o pai, a madrasta e a irmã mais velha. Todos foram presos em flagrante. A criança foi retirada da casa, atendida pelo Samu e foi encaminhada ao Conselho Tutelar da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai (31 anos) disse que o menino era muito agitado dentro de casa e o acorrentava para educá-lo.

A Polícia Civil está investigando o caso e considera que o pai aplicou violência e grave ameaça que provocaram intenso sofrimento físico e mental à criança. Ele será denunciado e se condenado, pode receber pena mínima de prisão pelo crime que varia de 2 a 8 anos.

A madrasta (39 anos), e a filha (22 anos), são acusadas de omissão e podem receber pena de 1 a 4 anos de detenção.

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