Wagner da Silva
Orleans

A denúncia de que policias militares, um político e empresários de Orleans estão envolvidos em casos de corrupção de menor, atentado violento ao pudor e prostituição infantil chocou e revoltou a população da região. A denúncia foi feita pela mãe de uma das menores envolvidas no caso ao Conselho Tutelar (CT) do município, em junho do ano passado.

O fato de haver um possível envolvimento de policiais militares torna o assunto ainda mais nebuloso e mancha o nome da PM, além de colocar os soldados honestos em vala comum. O comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar de Braço do Norte, major Silvio Ricardo Alves, garante que todos os esforços serão empenhados para que haja um julgamento honesto e justo, no caso de ser comprava a culpa.

O major informa que será aberto um inquérito penal militar e administrativo disciplinar. Os envolvidos correm o risco de ser, inclusive, expulsos da corporação. “É lamentável um fato como este. A sociedade poder estar convicta de que a PM é a mais interessada em julgar os fatos e dar uma resposta às acusações. Estamos investigando o caso dos policiais e eles serão responsabilizados aos rigores da lei”, assinala o major.

O caso, que envolve duas menores, uma de 12 anos e outra com 16, foi apurado durante um mês pelo Conselho Tutelar de Orleans. Na primeira boa oportunidade, o flagrante foi feito, o que confirmou a denúncia e trouxe ainda mais detalhes horrendos à tona. Segundo o histórico do caso, os acusados conquistavam a confiança das garotas de forma sutil. Ofereciam dinheiro e presentes e as induziam com outras gentilezas.

Segundo o Conselho Tutelar, a denúncia foi protocolada e encaminhada, em julho de 2007, à delegada na época, Larissa Antunes dos Santos. Hoje, o assunto está sob responsabilidade do novo delegado de Orleans: Ulisses Gabriel. Foram abertos dois inquéritos. Um contra os policiais e outro contra os civis. Nos dois casos, eles são indiciados por estupro presumido e corrupção de menores.

O delegado já ouviu várias pessoas, inclusive os familiares das menores. Em 15 dias, o processo deve ser finalizado e o inquérito entregue ao Ministério Público.