Amanda Menger
Tubarão

Mais consciência. Esta é a avaliação do comandante do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Tubarão, major Carlos Moisés da Silva, com relação à diminuição dos trotes nos últimos anos em Tubarão. A corporação registra, em média, até duas ocorrências por ano.

“É que consideramos trote quando o trem de socorro sai do quartel e desloca-se até um local e constata que a ocorrência não existiu de fato. Neste sentido, o número de trotes é mínimo. Já as brincadeiras, piadas, sempre ocorrerem, mas os nossos plantonistas sabem diferenciar e contornar a situação”, explica o major.

Essas ‘brincadeiras’ são feitas geralmente por crianças. “Notamos que é brincadeira pela voz, pela forma de falar e, principalmente, quando pedimos mais detalhes, desligam o telefone. Nós temos praticamente todos o telefones públicos cadastrados, então, sabemos de onde a pessoa está falando, qual a rua, bairro e assim nós podemos localizar a chamada. Em casos recorrentes, agimos em acordo com a Polícia Militar. Já tivemos casos, inclusive, da pessoa ser presa enquanto falava ao telefone”, conta Moisés.

A mudança, acredita o major, deve-se aos trabalhos educativos. “As pessoas conhecem o nosso trabalho e sabem que ele é importante para salvar a vida do próximo, que pode ser inclusive ele mesmo. E, com as crianças, procuramos fazer trabalhos nas escolas, recebemos a visita deles no batalhão e isso ajuda a criar essa consciência”, observa o major.