Rafael Andrade
Tubarão

Pela porta da frente e com tranquilidade, quatro menores fugiram do Centro de Internamento Provisório (CIP), no Bom Pastor, em Tubarão. Eles ‘garantiram’ o Natal e o Ano-Novo. Dois deles com 17 anos e dois com 16 renderam dois educadores no refeitório, os ameaçaram e trancaram em uma sala.

Na semana passada, sete adolescentes foram liberados em definitivo. “Eles estavam no CIP há muito tempo e conseguimos liberá-los antes do Natal. Já havia passado os 45 dias de limite desses internos”, explica o coordenador da Organização Não Governamental (ONG) Oficina de Arte Comunitária (Odac), que gerencia o CIP, Marcony Ribas Mendes. Com a saída dos 11 menores nos últimos dias, o local passou abrigar oito adolescentes – até então eram 19.

Conforme explica Marcony, os quatro menores que fugiram não gostaram da decisão da juíza que os mantive reclusos na unidade. “Eles conseguiram a liberdade forçada, mas a polícia tenta recapturá-los. Não estou em Tubarão nesta semana, mas acompanho tudo o que ocorre no CIP. É fim de ano e preciso depositar o salário de 35 funcionários que trabalham em duas unidades na cidade em uma em Caçador”, relata Marcony.

Além do CIP, a ONG ainda gerencia a Casa de Semi-liberdade, em Oficinas, por enquanto desativada. O local passa por uma adequação para receber menores infratores. “Os educadores passam por treinamentos para atender conforme as normas sócioeducativas”, esclarece Marcony. A casa volta a atender até o próximo dia 15.
O CIP também passa por adequações no espaço físico. O muro foi aumentado e pintado, o sistema de vigilância melhorado e o piso trocado.

Perigosos
Quatro menores que fugiram do CIP são moradores da Área Verde, em Tubarão. Um foi encaminhado ao CIP por homicídio, outro por suspeita de tentativa de homicídio e os dois restantes por vários furtos e tráfico de drogas.