A reunião contou com representantes de diversas entidades do município.
A reunião contou com representantes de diversas entidades do município.

Tubarão

A necessidade de se buscar alternativas para atenter um número maior de menores infratores e ressocializá-los é uma realidade em Tubarão. Por isso, representantes de diversos segmentos da sociedade decidiram ‘arregaçar’ as mangas. Uma reunião ocorreu na tarde de ontem, no Centro de Internamento Provisório.
O CIP precisa de adequações urgentes. O presidente do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), Maurício da Silva, destacou como prioridades mudanças na a estrutura física e o tipo de atendimento realizado com os jovens. “O nosso interesse é ter um diagnóstico das necessidades. Estamos defendendo a qualidade, e não a quantidade”, argumentou.

A coordenadora administrativa do CIP, Adriana Silva, falou das dificuldades encontradas. “Nós não estamos atendendo em caráter provisório, como deveria ser, mas sim em definitivo, porque eles vêm e ficam”, lamenta.
Os menores deveriam permanecer no local, no máximo, por 45 dias. Mas muitos deles cumprem a pena toda (até três anos).
Apesar de ter capacidade para 12 internos, o CIP atende 13 adolescentes hoje, entre 13 e 18 anos, das comarcas pertencentes à Amurel. A instituição já chegou a abrigar 16.

Através de um convênio com o governo do estado, a entidade recebe ao mês R$ 30 mil, quantidade insuficiente para suprir todas as necessidades. “Conseguimos ainda fazer um bom trabalho porque temos voluntários”, relata Adriana.
A Organização Não Governamental responsável pela administração, a Oficina da Arte Comunitária (Odac) é quem contrata os funcionários.

Em busca de apoio
Estrutura física e acesso precários, falta de segurança, necessidade de materiais permanentes, entre outras dificuldades, foram abordados no encontro. Uma alternativa sugerida por Maurício da Silva, como medida preventiva, é reunir prefeitos e vereadores para já colocarem no orçamento do próximo ano essa questão.
A viabilização de novos convênios foi discutida no encontro, que teve a participação de representantes da secretaria de segurança e trânsito, OAB, Corpo de Bombeiros, Adocon, secretaria de assistência social, Polícia Militar e Conselho de Segurança de Capivari de Baixo. Cada um ficou responsável, dentro de suas respectivas áreas, de viabilizar ações para a solução dos problemas encontrados pela entidade.