Rafael Andrade
Tubarão

As oito câmeras de segurança já compradas e destinadas para Tubarão estão longe de serem instaladas este ano na cidade. Diferente de Imbituba onde o procedimento está quase concluído (lá iniciou em junho deste ano, aqui em abril de 2006), na Cidade Azul o imóvel disponibilizado pelo comando do 5º Batalhão da Polícia Militar em maio, continua com as portas fechadas.

Segundo o secretário estadual de segurança pública, André Luis Mendes da Silveira, o funcionamento da Central de Emergência depende exclusivamente do prefeito Manoel Bertoncini.

Amanhã, um memorial descritivo com o quê deve compor e como deve ser construído o local será entregue a Bertoncini. O orçamento para a obra aumentou. Passou dos previstos R$ 150 mil para R$ 187 mil.

O prefeito foi procurado pelo Notisul ontem e na sexta-feira, mas não houve retorno. Há três semanas, Bertoncini reforçou que não sabia ao certo como a prefeitura poderá auxiliar no procedimento. Porém, no dia 13 de julho, na sala de reuniões da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), foi firmado um acordo com o próprio André e com alguns empresários de Tubarão.

Neste encontro ficou definido que a prefeitura poderia utilizar o convênio anual de trânsito, cujo recursos, de R$ 100 mil, são provenientes do estado. No entanto, o convênio ainda não foi liberado. Em tese, a Central comportará os monitores de vigilância das câmeras e concentrará os telefones de emergência da PM, o 190, do Samu (192) e possivelmente do Corpo de Bombeiros (193).

O Projeto
• A discussão para a instalação de um sistema de monitoramento em Tubarão arrasta-se desde abril de 2006, quando o projeto de instalação de 36 câmeras foi apresentado no Conselho de Desenvolvimento Regional (CDR). Esta é apenas uma parte da proposta de criação da Central Regional de Emergência, que concentrará as chamadas recebidas pelos números de emergência (190 – Polícia Militar, 192 – Samu e 193 – Corpo de Bombeiros). Pelo projeto inicial, o monitoramento será feito pela PM, 24 horas por dia.