Tubarão

A morte do eletricista Ricardo Cipriano Diomar, 27 anos, há um ano, ainda não tem uma resposta, pelo menos por parte da justiça comum. No entanto, o processo policial instaurado na Central de Polícia, de pelo menos 100 páginas, chegou às mãos da promotoria de justiça do fórum de Tubarão em abril.

Na sexta-feira da próxima semana, o promotor Fábio Lírio deve dar continuidade ao processo e pronunciar-se sobre o caso. O Ministério Público pode acatar a decisão da justiça militar, que decidiu por arquivar o procedimento após decidir por legítima defesa dos policiais militares. O grupo trabalhava na Operação Fecha Quarteirão, no dia 28 de agosto do ano passado.

A advogada de Ricardo, Luana Vieira, entrou com uma ação indenizatória contra o estado. Ela defende que os policiais agiram de forma equivocada à função e agrediram o eletricista sem necessidade. “Ainda não tenho uma definição do MP, mas espero que haja a denúncia de lesão corporal seguida de morte ou até mesmo homicídio. Teremos a resposta da justiça comum somente após a decisão do juiz criminal”, explica Luana.

Ricardo era pai de uma menina de 5 anos e envolveu-se em uma confusão no Beco do Quilinho, no bairro Morrotes, em Tubarão, com policiais militares. Ele morreu de politraumatismo craniano dez dias após a operação. O processo deve seguir indefinido até o fim deste ano.