Amanda Menger
Pedras Grandes

O caso do sumiço de dinheiro das contas-poupanças do Besc de Pedras Grandes pode entrar em uma nova fase na próxima semana. A juíza federal Ana Cristina Krämer, da 1º Vara Criminal de Florianópolis, deve analisar a defesa prévia do ex-gerente geral Edílson Vieira de Souza e também do ex-gerente administrativo Márcio Martins. Como o Notisul divulgou com exclusividade, os dois foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes contra o sistema financeiro.

“A defesa do meu cliente, Edílson, foi apresentada no dia 24. Não posso adiantar quais argumentos foram utilizados. A expectativa é que a juíza despache na próxima semana. Ela poderá absolvê-lo sumariamente ou então acolher a denúncia do MPF”, explica a advogada do ex-gerente geral, Leila Lucchese, do escritório Borges e Bittencourt, de Tubarão. Também faz parte da defesa de Edílson o advogado Juarez Bittencourt Junior.

Caso a juíza acolha a denúncia, o processo entra na fase de produção de provas. As testemunhas de ambos os lados serão ouvidas em juízo, e é possível que haja a perícia de documentos. A estimativa é que o processo seja concluído em primeira instância em até dois anos.

Cronologia do caso Besc
• Dia 20 de março – Correntistas descobrem que o dinheiro aplicado nas contas poupanças havia ‘desaparecido’ da agência do Besc de Pedras Grandes.
• Dia 23 de março – O caso vira notícia estadual. Os clientes do banco procuram a imprensa e a polícia.

• De 1º a 10 de abril – Auditores do BB seguem o levantamento do prejuízo, policiais civis da regional de Tubarão investigam o caso, mais de 200 clientes registram boletim de ocorrência e o Banco do Brasil começa a ressarcir clientes que comprovadamente tiveram o dinheiro retirado das contas-poupanças.
• Dia 15 de abril – Polícia prende cinco pessoas, quatro delas suspeitas (dois ex-gerentes, a esposa e a cunhada de um deles) de envolvimento no caso de sumiço de dinheiro da agência do Besc de Pedras Grandes.

• Dia 19 de abril – Márcio Martins cumpre a prisão temporária e é liberado do Presídio Regional de Tubarão. Edílson Vieira de Souza, sua esposa e cunhada são mantidas presas e a prisão temporária é prorrogada por mais cinco dias. Depois de passar mal, Edílson Vieira de Souza é internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).

•Dia 22 de abril – Justiça nega habeas corpus para o ex-gerente da agência do Besc de Pedras Grandes, Edílson Vieira de Souza, a sua esposa e cunhada.
• Dia 25 de abril – Alvará de soltura é expedido e os três suspeitos são liberados.
• Dia 9 de junho – O Ministério Público Federal de Florianópolis apresenta denúncia contra os dois ex-gerentes.
• Dia 19 de junho – O advogado de Márcio Martins apresenta a defesa prévia.
• Dia 24 de junho – A advogada de Edílson Vieira de Souza apresenta a defesa prévia.