Zahyra Mattar
Tubarão

O mínimo descuido e já era, como se diz na gíria: já era o salário do mês, o notebook, o carro, a motocicleta, a bolsa, as jóias, os objetos e eletro-eletrônicos adquiridos com tanto suor. Nem mesmo um par de chinelos passa despercebido aos olhos dos ladrões. Não importa o valor, tudo é trocado por drogas em alguma ‘boca’. A jaqueta de couro de R$ 600,00 vale, no máximo, R$ 50,00 em pedras de crack. Não faltam exemplos, boletins de ocorrência e cidadãos indignados com a ‘onda’ de arrombamentos, furtos e assaltos à mão armada que limpa Tubarão como mar em dia de ressaca.

A polícia tenta, mas nem sempre consegue prender ou identificar os criminosos. Algumas vezes, não há tempo para a ação policial e não resta outra opção ao cidadão a não se conformar e registrar a ocorrência. Em outras oportunidades, câmeras que transformam lojas em verdadeiros ‘Big Brothers’ flagram a ação dos bandidos. Um instrumentos importante para que a polícia colha subsídios e tenha como dar início a uma investigação. Um destes casos ocorreu há quatro dias na loja Big Wave Surf Shop, na rua Tubalcain Faraco, no centro.

Dois rapazes encapuzados em uma motocicleta Titan 150 prata foram os protagonistas do ‘filme de terror’ capturado pela câmera de segurança instalada no edifício Central Park, onde a loja está instalada. A ação da dupla, desde a chegada até a saída, não leva mais de 20 segundos. Praticamente “profissionais”.

O furto ocorreu às 3h40min e não foi testemunhado por nenhuma ‘alma viva’. Enquanto um ficou na motocicleta, o outro tirou uma pedra da jaqueta e tentou quebrar o vidro da vitrine. Mais alguns chutes e o buraco ficou suficientemente grande para ele, em um passo, levar mais 31 bermudas que estavam dobras em cima do balcão em apenas um abraço.

Lá se foram R$ 2.960,00 de prejuízo. Isso sem contar os outros R$ 783,00 do vidro e uma baita dor de cabeça na proprietária da loja, Vera Lúcia Gomes. “Foi o suficiente para destruir o meu feriado. Acabei de mudar para cá, investi. Poxa, bem no centro!? Está demais. As autoridades precisam tomar uma providência mais severa”, avalia, sem esconder a indignação.