Florianópolis

A Polícia Civil está mobilizada contra as mudanças nos benefícios adquiridos pelos servidores da segurança pública por parte do estado e pode boicotar a Operação Veraneio, que inicia no próximo mês, com reforço no efetivo e extensão no atendimento nas delegacias nas regiões litorâneas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), Anderson Amorim, o boicote não se dá pela Polícia Civil, mas pelo próprio governo. Conforme ele, o executivo estadual descumpre uma série de normas. 

“Não gostaríamos de estar nessa situação, mas infelizmente o governo não tem nos dado atenção e passado por cima dos nossos direitos. Buscamos a reparação do dano que o governo causou à categoria. Nós temos problemas muito sérios em relação ao executivo estadual, que vão afetar diretamente o serviço da polícia em relação à Operação Veraneio. O problema muito sério”, alertou Amorim.

A insatisfação veio à tona após a aprovação de três medidas provisórias pela Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta quinta-feira. Policiais civis da região sul marcaram presença na manifestação na sede do legislativo.

Os trabalhadores alegam que essas medidas tiraram uma série de benefícios adquiridos há tempo pelas categorias. A diminuição de quase R$ 1 mil durante licença médica ou mesmo férias, e a nova escala proposta que faz o servidor trabalhar quase o dobro sem receber as horas extras e nem folga, para suprir a falta de efetivo, foram os exemplos citados.

Mobilização está marcada
Uma nova mobilização será realizada na próxima terça-feira às 8 horas, também na Alesc, quando as medidas serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça antes de irem à plenário. As mudanças afetam todos os servidores da pasta de Segurança Pública do Estado, como também a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Instituto Geral de Perícias (IGP).