Tubarão

Uma ‘nova tática’ adotada por criminosos tem chamado a atenção na prática de furtos na região. Os suspeitos chegam à residência, fingem que vão conversar com o proprietário e, ao perceberem que os moradores não estão casa, furtam objetos.

Em Capivari de Baixo, no bairro Três de Maio, um homem flagrou dois suspeitos no momento em que transportavam um aparelho de televisão pela janela de seu vizinho. Ao chegar em casa, o proprietário, de 36 anos, viu a janela do banheiro aberta e sentiu a falta de dois aparelhos de televisão.

Os moradores da localidade contaram aos policiais militares, ao registrarem o boletim de ocorrência, que os ladrões batem à porta como se conhecessem os proprietários. Em uma destas tentativas, uma mulher questionou o que eles desejavam. Os bandidos lhe responderam que estavam no local para colocar a película no carro do dono da casa.

Em Jaguaruna, na última semana, um furto nos mesmos moldes ocorreu em uma propriedade. A moradora chegou em casa e foi surpreendida com uma janela arrombada. Foram levados alguns objetos elétricos. “Em qualquer movimentação suspeita nas proximidades da residência ou constatada alguma irregularidade, a Polícia Militar deve ser imediatamente acionada por meio do número 190”, alerta o sargento Rosimario Alves Firmino.

A prevenção como uma das alternativas
O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do bairro São Cristóvão, em Tubarão, lançou recentemente o Projeto Vizinho Solidário, uma iniciativa que visa implementar um programa de melhorias para combater as ações da criminalidade.
A ideia consiste em unir os moradores para garantir a segurança de todos, com atitudes simples, de união e participação. O projeto conta com o apoio das polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, Conseg e Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública. 
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, tenente-coronel Giovani Silveira do Livramento, é um dos parceiros na proposta. “É comum sermos acionados para atender ocorrências de furtos a residências. Em muitos casos, ao conversarmos com os moradores, eles relatam que viram um veículo suspeito parado em frente ao imóvel por muito tempo, mas, como não sabem se os motoristas são conhecidos de alguém da localidade, não acionam a Polícia Militar”,  lamenta  Giovani.