Amanda Menger
Jaguaruna

A semana seria de descontração para três amigos de Itapema, na grande Florianópolis. Eles voavam de ultraleve há algum tempo e dirigiam-se à cidade de Chuí, no extremo sul do Rio Grande do Sul. A intenção era parar em algumas praias e pescar. A tragédia aconteceu poucas horas depois da decolagem.

O grupo saiu às 9 horas de Itapema, pousou em Governador Celso Ramos e Imbituba. Quando passavam pela praia do Camacho, em Jaguaruna, um dos ultraleves caiu. Segundo informações de populares e dos peritos, uma das asas teria se partido em pleno ar.

O piloto, Alceu Luiz Meschke, 49 anos, não conseguiu segurar a aeronave, ‘entrou em parafuso’ e caiu de bico no chão. “Moro aqui perto e vi tudo. O avião perdeu a asa no ar e mergulhou. Ouvi o estouro e poucos segundos depois caiu”, relata o motorista Maciel Barbosa. O acidente ocorreu por volta das 11h45min de ontem.

Logo após a queda, um grupo de curiosos começou a se aglomerar perto dos destroços do ultraleve Ministral, prefixo PU-HAP. “Estávamos aqui pertinho (do local do acidente) e vimos tudo. Depois que ele caiu, chamamos os bombeiros, mas não era possível fazer mais nada”, conta a dona de casa Elisabete Rosana da Silva.

Felipe Vieira, guarda-vidas civil que trabalha no Camacho, foi um dos primeiros a chegar ao local do acidente. “Os outros dois ultraleves passaram e o terceiro teve a asa quebrada no vôo e caiu na praia. Infelizmente, não tinha o que fazer. Por isso, chamamos o IML e a polícia para cercar a área”, afirma.