Edilson Garcia, advogado de defesa do acusado de tentar matar Felipe, diz que o seu seu cliente agiu devido a um momento de discussão familiar, e não tinha a intenção de atirar  -  Foto:Rafael Andrade/Notisul
Edilson Garcia, advogado de defesa do acusado de tentar matar Felipe, diz que o seu seu cliente agiu devido a um momento de discussão familiar, e não tinha a intenção de atirar - Foto:Rafael Andrade/Notisul

Rafael Andrade
Tubarão

O inquérito que apura a tentativa de homicídio contra o técnico de som Felipe Dutka, de 65 anos, ocorrido na sexta-feira da semana passada, em Tubarão, teve mais um desdobramento ontem à tarde. O acusado de atirar duas vezes no idoso, na frente da casa da vítima, é o sobrinho, de 21 anos, de um ex-genro de Felipe. O jovem teria ido até o local, segundo o advogado de defesa e o depoimento que ele mesmo prestou à delegada responsável, ontem, para intimidá-lo. “Eu queria só ir lá intimidar ele. Eu não queria, jamais, ir lá atirar nele”, disse o rapaz.

O jovem ainda revela, em seu depoimento, que Felipe teria saído da casa de posse uma faca e teria ido a sua direção, ele mostrou que estava armado levantando a camisa e mostrando um revólver calibre 38, que teria pegado no assoalho da casa da avó. “Ele continuou em minha direção, foi quando disparei para baixo (a vítima levou o primeiro tiro, na perna). Foi quando entramos em luta corporal, a arma caiu no chão, consegui pegá-la e disparei novamente, depois continuaram lutando e houve o terceiro tiro (que atingiu a região abdominal da vítima). Consegui entrar no carro e ele veio ao lado da janela. Se eu quisesse matá-lo teria feito, tive duas oportunidades”, disse o jovem à polícia.

O advogado de defesa do autor dos fatos, o criminalista Edilson Garcia, informa que o seu cliente colabora com todas as investigações da polícia e que responderá pelos fatos em liberdade. Trabalho, inclusive, com uma hipótese de legítima defesa, já que segundo meu cliente o senhor Felipe saiu da casa com uma faca. A família de Felipe acusa o ex-genro e o sobrinho de planejar o crime devido à guarda de dois netos do idoso. O inquérito deve ser concluído em 20 dias. A arma, segundo o autor, foi jogada no rio Tubarão.