A sessão do Tribunal do Júri ocorreu nesta quinta-feira (24), em Criciúma - Foto: Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) | Divulgação

O homem acusado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo feminicídio quadruplamente qualificado da ex-companheira e furto foi condenado a 17 anos de reclusão. A sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma foi presidida pelo juiz substituto Guilherme Costa Cesconetto, nesta quinta-feira (24). O crime ocorreu no dia 13 novembro de 2019, na residência da vítima, localizada no bairro Vila Visconde. Na ocasião, o réu foi até a casa da ex-companheira e, motivado por desavenças do casal, iniciou uma discussão.

Aproveitando-se de que a vítima estava no banheiro, o homem encurralou a ex-companheira, dificultando sua defesa, e passou a esganá-la com as mãos, até matá-la por asfixia. Depois do homicídio, o acusado ainda furtou o telefone celular da mulher com a finalidade de ter acesso às suas mensagens. No Tribunal do Júri, os promotores de justiça Andréia Tonin e Fred Anderson Vicente sustentaram que o réu praticou homicídio com quatro qualificadoras: motivo fútil, dificuldade da defesa da vítima, asfixia e por tratar-se de feminicídio, uma vez que foi cometido no contexto de violência doméstica e familiar.

Mesmo entendimento tiveram os jurados, que condenaram o réu conforme a acusação do Ministério Público, o que resultou na pena total de 17 anos em regime inicial fechado. O Juízo do Tribunal do Júri também negou a possibilidade de o réu recorrer em liberdade, pois persistem os elementos que determinaram a decretação da prisão preventiva e também pela necessidade do resguardo da ordem pública. A decisão é passível de recurso. Os nomes dos envolvidos não são divulgados em razão da ação estar em segredo de Justiça.

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