Florianópolis

Os atentados em Santa Catarina não serão resolvidos em curto prazo, mesmo com a chegada das tropas da Força Nacional de Segurança. A avaliação é do ministro da justiça, José Eduardo Cardozo. O comandante-geral da Polícia Militar do estado, coronel Nazareno Marcineiro, já havia manifestado opinião semelhante nesta segunda-feira.
Tanto é que vários ataques foram registrados em algumas cidades no último fim de semana. Em Tubarão, por exemplo, foram dois casos. No sábado, por volta da meia-noite, um coquetel molotov foi atirado no vidro traseiro de um Citroën Picasso, estacionado dentro da garagem de uma residência, no bairro Recife.

O proprietário abriu a janela e deparou-se com o carro em chamas. Ele viu dois homens saírem do lugar correndo. Na madrugada de domingo, o veículo de um policial militar foi o alvo dos criminosos, no bairro Fábio Silva. Foi colocada gasolina nos pneus e o fogo atingiu o parachoque traseiro, a sinaleira esquerda e a borracha do vidro dianteiro do veículo.
A Força Nacional de Segurança chegou a Florianópolis na última sexta-feira para atuar em três frentes distintas: garantir a transferência de presos para presídios federais, estancar eventuais reações nas cadeias e também apoiar, nas ruas, as prisões de criminosos envolvidos com os atentados.

Carro incendiado em Tubarão
Um Santana, de Morro da Fumaça, foi incendiado na comunidade de Caruru, no bairro São Martinho, em Tubarão, por volta das 23 horas desta segunda-feira. O veículo foi deixado no local há cerca de um mês, para vender. As viaturas da Polícia Militar tinham acabado de fazer uma operação no lugar e, após, saírem, o crime ocorreu. Tanto a polícia civil como a militar acredita que foi um ato de vandalismo e não tem relação com os atentados.