Rafael Andrade
Tubarão

As caminhadas nas avenidas beira-rio de Tubarão no fim de tarde, é um habito entre os moradores da cidade. No entanto, a prática do exercício, especialmente no trecho da avenida Marechal Deodoro, próximo da ponte Manoel Alves dos Santos (do Morrotes), no bairro Fábio Silva, tornou-se complicado.

Várias denúncias chegaram até o Notisul e à Polícia Militar nos últimos dias de que usuárias de crack se prostituem para manter o vício. O problema é que os programas são realizados em um colchão que colocaram em uma calçada próximo à ponte.

Quando o ‘cantinho do amor’ está ocupado, a usuária e o ‘corajoso’ praticam sexo sob a ponte ou atrás das árvores às margens do Rio Tubarão.

“Não tenho como evitar andar por ali. Moro em um apartamento nesta região e presencio os atos obscenos praticamente todos os dias. Além da prostituição, flagrei, inúmeras vezes, o comércio de crack. Meu filho tem 11 anos e não o deixo sair de casa por medo de que façam algo contra ele ou que passe por um casal transando no meio da rua”, revela, indignada, uma comerciante e moradora das proximidades.

Vários donos de estabelecimentos comerciais já fecharam as portas com medo dos usuários. Além da prostituição e do tráfico, furtos e assaltos são frequentes na área. Um homicídio já foi registrado neste mesmo ponto este ano, além de outras quatro tentativas de assassinato.

Segundo a PM, o problema não é novo, mas foi agravado nos últimos dois anos em virtude do aumento do número de pontos de venda de crack nos bairros Oficinas, Fábio Silva e Morrotes.

‘Motel avenida’
Não é somente na avenida Marechal Deodoro (beira-rio), no bairro Fábio Silva, que há reclamações sobre pessoas fazendo sexo no meio da rua. Dezenas de moradores da avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária) já entraram em contato com o Notisul para denunciar a mesma prática em via pública.