A Polícia Rodoviária Federal intensifica a fiscalização de velocidade
A Polícia Rodoviária Federal intensifica a fiscalização de velocidade

 

Mirna Graciela
Tubarão
 
Não é novidade que a imprudência é a maior causa de acidentes nas estradas, principalmente a alta velocidade. Infelizmente, falta consciência a muitos motoristas. Não é à toa que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Catarina tem intensificado a fiscalização. 
 
Radares móveis e fixos estão mais frequentes nas rodovias. Recordes de velocidade têm ocorrido e deixado os patrulheiros surpresos e, ao mesmo tempo, temerosos. No mês passado, na BR-101, um veículo Audi com placas do Paraná foi flagrado pela PRF de Tubarão a 204 quilômetros por hora, na região de Araranguá. O caso foi apontado como um dos mais graves já registrados pela PRF no estado. 
 
Na semana passada, outra imprudência. Um veículo estava a 195 quilômetros por hora, em Araquari, no norte do estado. “Essa velocidade é um absurdo. Qualquer coisa que aconteça nessas condições o motorista não tem sequer tempo de reagir. Temos registrado com mais frequência motoristas trafegando acima de 20% da velocidade permitida, mas nesse caso passou de 50%, o que caracteriza a infração gravíssima”, alerta o chefe de comunicação da PRF de SC, Luiz Graziano.
 
O condutor do veículo pode ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por período de dois a sete meses, caso não seja recorrente. E também é multado em R$ 574,59. 
 
Imprevistos podem ocorrer nas estradas
Quando o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina, Luiz Graziano, afirma que ‘qualquer coisa que aconteça nessas condições (em alta velocidade), o motorista não tem tempo de reagir’ é porque muitos imprevistos podem ocorrer. 
Diversos acidentes com mortes já foram registrados em decorrência, por exemplo, de um pneu estourar e o condutor estar em alta velocidade. O motorista não consegue controlar o carro e, em certas situações, até invade a pista contrária e colide com outros veículos. 
Outros imprevistos são animais mortos nas pistas, cargas que caem de caminhões, pedaços de recapagens de pneus, uma falha mecânica, e assim por diante. E não se engane: pistas duplicadas podem provocar ainda mais acidentes, pois estimulam a alta velocidade.
 
Acidentes com animais são preocupantes
Um motociclista morreu na última quinta-feira, na SC-407, na Grande Florianópolis, após desviar de um boi. O número de casos de acidentes nas rodovias catarinense é preocupante. Somente no primeiro trimestre deste ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 36 acidentes deste tipo. O número supera os casos registrados no mesmo período do ano passado, quando a PRF atendeu 31 ocorrências. 
Dos acidentes deste ano, sete tiveram vítimas com ferimentos leves e três com ferimentos graves. Certamente, não é culpa dos motoristas a presença dos animais, mas, se estão em alta velocidade, não dá tempo de desviar e pode ser fatal.