Tubarão

Após a morte do travesti Adriano Mendes de Souza, 24 anos, na avenida Padre Geraldo Spettmann (da rodoviária), no bairro Humaitá, em Tubarão, domingo, foi levantada a possibilidade de mudança de ponto dos profissionais.

Uma nova reunião entre representantes do Ministério Público, polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, prefeitura e travestis deve ser agendada ainda este ano. Há três anos, já houve uma transferência no principal ponto de prostituição onde os travestis atuam. Eles saíram do trevo da Jucasa (acesso norte a Tubarão pela BR-101, no bairro Revoredo) e foram para a região do trevo central e avenida da rodoviária. “Eles estão cada vez mais próximos ao centro. Alguns chegam por volta das 18h30min e atrapalham o movimento do comércio”, reclama um empresário que prefere o anonimato.

A região onde ocorreu o crime é perigosa, com acesso fácil à BR-101 e tem movimentação de pessoas ‘estranhas’ de todo o país (que chegam de viagem e circulam pela rodoviária e vias próximas). Muitos vêm à cidade com más intenções.
“Não há como proibir o direito deles trabalharem, mas existem possibilidades de coibi-los nesta avenida”, pondera o delegado Carlos Diego Araújo.