Os agentes da Divisão de Investigação Criminal realizaram uma simulação acompanhados do acusado.
Os agentes da Divisão de Investigação Criminal realizaram uma simulação acompanhados do acusado.

Mirna Graciela
Tubarão

O assassinato do andarilho João Batista Machado, 50 anos, na manhã de sábado, em Tubarão, foi elucidado pelos agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC). O autor do crime, um jovem de 19 anos, foi localizado na tarde de segunda-feira, em sua residência, no bairro São Cristóvão, mesmo lugar onde ocorreu o homicídio.

O acusado foi encaminhado à DIC, acompanhado do pai, e confessou o crime. O rapaz disse que conhecia o andarilho de vista, teria o encontrado umas três vezes e que o homem havia pedido dinheiro a ele, um pouco antes do assassinato. Após negar-lhe o dinheiro, encontrou a vítima perto da estátua de São Cristóvão.
O rapaz afirmou em depoimento que foi agredido pelo andarilho com uma garrafa e consegui pegá-la. Então, deu vários socos na cabeça do andarilho, até ele cair no chão, quando foi novamente golpeado. Na versão do jovem, ambos estavam sob efeito de bebida alcoólica. Algumas pessoas que estavam no local gritaram no momento em que o jovem fugiu.

Ainda na segunda, o acusado foi ao local do crime e mostrou como tudo ocorreu. As sandálias que ele usava possuem as mesmas características das marcas de pegadas encontradas no lugar.
O corpo do andarilho foi encontrado ao lado da igreja de São Cristóvão, por moradores do bairro, no início da madrugada de sábado, com o rosto deformado. A vítima morava na cidade de Içara e foi reconhecida por parentes, no Instituto Geral de Perícias (IGP). A Região Metropolitana de Tubarão contabiliza 37 homicídios e a cidade lidera o ranking, com 15 assassinatos ocorridos este ano.

As investigações do homicídio continuam e acusado é liberado

O homicídio de João Batista Machado, 50 anos, continuará sob investigação pelos agentes da Divisão de Investigações Criminais. Um inquérito policial foi aberto e deve ser concluído nos próximos 30 dias.
Segundo um investigador da DIC, a apuração dos fatos continua para averiguar a versão apresentada pelo autor do crime. “Precisamos analisar se as informações do acusado são coerentes com as provas colhidas. No fim do inquérito, existe a possibilidade de ser representada a prisão preventiva do autor”, explicou o policial civil.
O jovem de 19 anos que confessou o crime não possuía antecedentes criminais.