A droga estava armazenada em um contêiner-tanque que estava parado há duas semanas.  A polícia, inclusive a Federal, montou um forte aparato de segurança durante a operação.
A droga estava armazenada em um contêiner-tanque que estava parado há duas semanas. A polícia, inclusive a Federal, montou um forte aparato de segurança durante a operação.

Maycon Vianna
Imbituba

A maior apreensão de cocaína da história de Santa Catarina ocorreu ontem, por volta das 16 horas, na Companhia Docas de Imbituba, o porto da cidade. A droga estava armazenada em um contêiner vindo do Equador com destino à Europa. Foram encontrados 570 pacotes com um quilo cada.

A Central de Polícia Civil de Florianópolis já havia sido acionada pela manhã para realizar uma operação em conjunto com a Receita Federal, também da capital.
A inspeção foi feita das 8 horas às 9h30min. Um dos cães do canil da Polícia Civil de Tubarão, Thunder, da raça labrador, foi utilizado para farejar se havia droga.

“É um contêiner-tanque contendo óleo mineral. São 22 mil litros na remessa da carga. Utilizamos o animal nestes casos mais específicos”, enfatiza o supervisor do canil de Tubarão, Roberto Del Pizzo.
O cão farejador sinalizou que ‘aparentemente’ havia encontrado droga no local. A cocaína foi constatada no período da tarde. “O cachorro parecia um louco. Sabia que havia droga ali”, confidencia um funcionário do Porto de Imbituba.

As estratégias para esconder a droga utilizada pelos traficantes foi a retirada de chapas mais grossas e colocada de outras mais espessas para disfarçar o peso do contêiner. “Eles conseguiram mascarar, mas, mesmo assim, o peso do contêiner ultrapassou 80 quilos do valor normal”, informa o funcionário na Companhia Docas de Imbituba.

Polícias Militar, Civil, Federal, além da Receita Federal de Florianópolis, continuam na investigação do caso. “Existe um suporte técnico para desvendar o caso. É preciso uma maior averiguação da remessa desta carga”, afirma Roberto.