Tubarão

Muitas crianças e adolescentes de Tubarão tem trocado os lápis de cor, as aulas de educação física e todo o ambiente saudável da escola pelos becos e vielas obscuros da cidade. Na calada da noite, livres de cobranças dos pais, dezenas de pequenos fumam e vendem crack como se fossem atitudes naturais.

O caso mais recente descoberto é de uma criança de 11 anos que estava acompanhada de dois adolescentes, de 12 e 14 anos. O trio foi abordado por policiais militares em uma casa abandonada, no bairro Morrotes, em Tubarão. Eles foram flagrados na madrugada de domingo, a 1 hora. Os policiais perceberam a ação de dois adolescentes vendendo o entorpecente. Ambos tentaram fugir a pé, mas foram alcançados.

Para surpresa dos militares, existia um menino ainda mais novo, de 11 anos, irmão do adolescente de 12 anos, junto com eles. Quase 40 pedras de crack e R$ 142,75 em dinheiro foram apreendidos. O adolescente de 14 anos assumiu a posse da droga. Os três foram encaminhados à Delegacia da Criança, do Adolescente, de Proteção à Mulher e ao Idoso. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar e será acompanhada por profissionais que tentarão libertá-lo do mundo do crack.

Caso recente
Há um mês, o Notisul divulgou com exclusividade o caso de um menino de 9 anos viciado em crack em Tubarão. Ele continua a ser atendido no Centro de Referência Especializado de Assistência Social da prefeitura. “Lá, ele é observado por profissionais gabaritados que podem ajudá-lo”, explica a conselheira de direito Maria Apolinário Schmitz Lardizabal. O mesmo caminho deve tomar a criança de 11 anos apreendida no Morrotes.