Maycon Vianna
Tubarão

“Não há que se falar, por ora, em crime contra liberdade sexual, corrupção de menores ou pedofilia. Até porque as informações colhidas formalmente não apontam para tais delitos, mas sim configuram uma contravenção penal tipificada como perturbação da tranquilidade”.

A declaração é da delegada Larizza Antunes dos Santos, da Delegacia da Criança, Adolescente, Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão, sobre a liberdade do suposto aliciador de uma menor de Tubarão, um homem de 32 anos, preso em flagrante quando conversava assuntos indiscretos com uma menina de 12 anos, por volta do meio-dia de quarta-feira.

O caso revoltou os pais e outros familiares da menina. O homem foi liberado por volta das 16h30min do mesmo dia, sob a alegação de perturbação da tranquilidade. Como não houve flagrante e nem provas concretas contra o acusado (gravações, imagens que caracterizam o crime de pedofilia), ele ficou detido na delegacia por cerca de quatro horas até ser liberado.

O homem mantinha contato telefônico com a menina, filha de um empresário tubaronense, há cerca de 15 dias. “Ele foi pego em flagrante ao telefone com a minha filha, tem testemunhas que viram o assédio verbal e, mesmo assim, ele está livre pelas ruas”, lamenta a mãe da menina.
O acusado deve comparecer em audiência junto ao juizado criminal de Tubarão, em data a ser definida.