#ParaTodosVerem Na foto, o procurador municipal de Registro Demétrius Oliveira de Macedo, acusado de feminicídio contra sua chefe
Demétrius continua preso desde o dia 23 de junho na capital do Estado - Foto: Redes Sociais | Reprodução

A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o procurador municipal de Registro Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, que agrediu a procuradora-chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros dentro da prefeitura. A decisão torna o procurador réu por tentativa de feminicídio, injúria e coação no curso do processo. “O Ministério Público apresentou descrição suficiente dos fatos criminosos relacionados à ofensa à integridade corporal”, diz trecho da decisão proferida nesta terça-feira (28), pelo juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara de Registro. O procurador foi preso preventivamente, três dias depois do espancamento, após um vídeo com as agressões vir a público.

Na ocasião, a família tentava sua internação em uma clínica psiquiátrica na tentativa de formular uma defesa baseada em surto temporário. Ele aguardava pela consulta quando a ordem judicial foi cumprida. De acordo com o MPSP, a denúncia, apresentada pelos promotores de Justiça Ronaldo Muniz e Daniel Godinho, mostra que Macedo agiu com “evidente intento homicida” e “tentou matar” Gabriela. Segundo os membros do órgão, o crime só não foi consumado porque houve a intervenção de outras pessoas. As agressões ocorreram após a abertura de um processo disciplinar contra o procurador municipal, motivado pela agressividade no trabalho, conforme sustenta o Ministério Público de São Paulo. Na segunda-feira, dia 20 de junho, foi publicada no Diário Oficial do município a criação de uma comissão para apurar os fatos.

Conforme o MP, isso desencadeou a fúria de Demétrius contra sua chefe. Ele invadiu a sala e começou a espanca-la com socos e chutes. Toda a ação foi gravada por outra funcionária que estava na sala. Após derrubar Gabriela, ele dá socos e pontapés na procuradora. Outras duas servidoras tentam contê-lo. Uma delas é empurrada com violência contra uma porta fechada. A outra arrasta Gabriela para tentar afastá-la do agressor. O procurador só foi contido após a intervenção de outros funcionários que ouviram os gritos de socorro. Neste mesmo dia, Demétrius disse, em depoimento à polícia, que perdeu a cabeça porque estaria sofrendo assédio moral no local de trabalho.

Fonte: Ministério Público de São Paulo
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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