Tubarão

Sete policiais militares que trabalharam na escolta e estavam de plantão no Presídio Regional de Tubarão no dia 1º de junho serão ouvidos por corregedores do Departamento de Administração Prisional (Deap) nesta sexta-feira. Os militares presenciaram as agressões a dois detentos em uma transferência.

O ex-chefe de segurança da unidade carcerária, Carlos Augusto Macedo Mota, aparece em uma filmagem agredindo os presos. Membros da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina cobraram dos militares por que não agiram frente às agressões e não deram voz de prisão a Carlos.

O agente está afastado do trabalho há 37 dias. “Este caso é considerado uma das prioridades para ser resolvido pela comissão da corregedoria. Como há muitas pessoas envolvidas e ainda precisamos ouvi-las, existe a possibilidade de o agente ficar afastado por até 120 dias. Porém, vamos tentar concluir a sindicância o quanto antes”, explica o corregedor Cleto Navagio de Oliveira.

Carlos Augusto mora em Laguna e trabalhava há pouco mais de um mês na instituição. Antes, atuava como agente na Penitenciária Sul, em Criciúma. Mais de 15 pessoas, entre agentes, detentos e policiais, já foram ouvidos. O delegado Bruno Ricardo Vaz Marinho, da Central de Operações Policiais (COP) de Tubarão, também investiga o caso através de um inquérito que irá apurar se houve ou não crime.

Sindicância deve ser concluída na próxima semana

Uma sindicância que também tomou repercussão nacional – a que apura o uso indevido de viatura pública em dezembro do ano passado – deve ser concluída na próxima semana. O ex-diretor do Presídio Regional de Tubarão, Fabrício Medeiros (hoje atua como agente) e dois agentes penitenciários (um afastado por licença médica e outro desligado da instituição carcerária) são investigados neste processo. Quatro corregedores do Departamento de Administração Prisional (Deap) de Santa Catarina já tomaram os depoimentos de 17 pessoas por várias vezes.

O relatório final, que seria entregue neste sábado, deve ficar pronto em nove dias. “Faltam alguns detalhes. Posso afirmar que é realizado um trabalho totalmente imparcial. Este processo nos rendeu muitas informações, por isso a demora na conclusão. Outros empecilhos são os mais de 100 procedimentos de nossa responsabilidade em todo o estado”, informa o corregedor Cleto Navagio de Oliveira.