Tubarão

“É um trabalho minucioso e cansativo. Precisamos ouvir todos os envolvidos nesta sindicância e decidir se será iniciado o processo administrativo disciplinar”, explica o corregedor Cleto Navagio de Oliveira. Ele e dois corregedores estão em Tubarão para tomar depoimentos de agentes penitenciários e do diretor do Presídio Regional de Tubarão, Décio Paquelin. Há 11 dias, o chefe de segurança Carlos Augusto Macedo Mota agrediu dois presidiários durante uma transferência.

O caso tomou repercussão nacional e é prioridade da comissão de corregedores da Secretaria Estadual Executiva de Justiça e Cidadania. Outros 100 procedimentos ficaram em segundo plano até que esta sindicância seja concluída.

Os corregedores Marcelo Lorega Duarte e Manoel Honorato Filho compõem a equipe de profissionais que decidiram o futuro profissional de Carlos Augusto. “Ele poderá até ser exonerado do cargo”, adianta Cleto. O delegado Bruno Ricardo Vaz Marinho investiga o caso no âmbito criminal e pode indiciar o agente agressor por lesão corporal.

Outro fato que chama a atenção dos corregedores neste caso é que as agressões foram filmadas e o cinegrafista ainda não foi identificado. “Precisamos saber que fez as imagens para saber se há mais conteúdo que possa auxiliar nas investigações desta sindicância”, alerta Cleto.