Wagner da Silva
São Ludgero

Um corpo de homem foi encontrado por populares, ao meio-dia de ontem, boiando no rio Braço do Norte, que corta o município. Uma guarnição dos Corpo de Bombeiros de Braço do Norte foi acionada para retirar o cadáver da água. Familiares de um rapaz dado como desaparecido desde o dia 22 do último mês foram até o local e confirmaram ser quem procuravam: Márcio Oliveira dos Santos, o Gamarra, 28 anos.
O rapaz era natural de Urubici e trabalhava em São Ludgero como servente de pedreiro. Ele era conhecido na região por participar de jogos de futebol em campeonatos do Vale. Márcio residia atualmente em São Ludgero, na casa de sua avó, no bairro Encosta do Sol.

O corpo já estava em estado avançado de decomposição. Segundo o Instituto Geral de Perícia (IGP) de Tubarão, para onde o corpo foi encaminhado, ele morreu há, pelo menos, três dias. O desaparecimento de Márcio foi registrado por um tio. “Conforme informações repassadas pelos familiares, ele chegou em casa de uma festa, no dia 22, por volta das 3h30mim. Logo em seguida recebeu um telefonema, saiu e desapareceu”, informa o delegado de Polícia Civil de São Ludgero, Agostinho Schlickmann.

A polícia aguarda agora o laudo do IGP para descobrir qual a real causa da morte de Gamarra. O corpo tinha uma perfuração na altura das costelas. Outro detalhe que a polícia investiga é o fato de que o rapaz, conforme a família, saiu de casa com outra roupa, mas ele foi encontrado com um uniforme de futebol.

Participação de Gamarra
em outro crime é descartada

A morte de Márcio Oliveira dos Santos, o Gamarra, cujo corpo foi encontrado ontem, pôs fim a uma das linhas de investigação da Polícia Civil de Braço do Norte sobre o corpo encontrado carbonizado na última segunda-feira, na localidade de Rio Santo Antônio, no interior da cidade. Havia a suspeita de Gamarra estar envolvido com drogas e ser o autor do homicídio.

A partir de agora, a polícia segue apenas a pista da caminhonete queimada, encontrada também na segunda-feira, em Orleans. O corpo ainda está no Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão e segue sem identificação. Até agora, a polícia sabe que o homem era casado e foi morto com um golpe na cabeça, única parte do corpo que não queimou.