Mesmo com a pilha de inquéritos na mesa do delegado Jair Tártari, o caso da morte do bebê estuprado pelo padrasto é prioridade para a polícia.
Mesmo com a pilha de inquéritos na mesa do delegado Jair Tártari, o caso da morte do bebê estuprado pelo padrasto é prioridade para a polícia.

Rafael Andrade
Tubarão

Após a história do bebê de 1 ano e 11 meses que morreu quinta-feira após ser estuprado pelo padrasto, em Tubarão, divulgada com exclusividade pelo Notisul, outro triste caso está prestes a ser desvendada. Uma adolescente de 15 anos revelou ao namorado que sofria abusos sexuais desde os 8 anos. Ela acusa o pai, de 43 anos, de molestá-la durante sete anos, na própria casa.

O acusado de pedofilia e incesto já foi intimado e deverá depor nos próximos dias. A adolescente foi encaminhada ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão para realizar exames.

O caso foi descoberto pelo namorado da menina, de 16 anos. Durante sete anos, a moça escondeu de todos que era obrigada a fazer sexo com o próprio pai. Assim que o seu namorado descobriu, contou para a mãe da menor – esposa do suposto agressor. A mulher confirmou a história com a filha e decidiu procurar a polícia.
Segundo as primeiras informações da investigação, o pai tinha ou tem ciúmes da filha e sentia atração sexual desde criança.

O delegado Jair Tártari coordena as investigações e ressalta que é um caso difícil e já pediu exames. Ele quer saber se a moça realmente é mais virgem. Ela afirmou que nunca teve relação com outros homens, a não ser o próprio pai. “Parece que o acusado tinha muitos ciúmes da moça. Ele não a deixava sair da rua de vestido, por exemplo. Vamos averiguar todas essas informações durante o inquérito”, revela Tártari.
Além de responder por estupro contra criança ou incapaz, o homem pode ser indiciado por prática de incesto.

Acusado de estuprar o enteado deverá
ser ouvido após resultado de laudos

O caso do bebê de 1 ano e 11 meses, divulgado com exclusividade pelo Notisul, deve ter um desfecho na Polícia Civil somente após a tomada de depoimentos de todos os envolvidos. A criança morreu no fim da tarde de quinta-feira, no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.

Os médicos ainda tentaram reanimá-lo, mas não houve êxito. O bebê teria sido estuprado pelo padrasto. Os atos sexuais teriam ocorrido nos últimos meses e provocado uma infecção generalizada no intestino grosso da criança, o que pode ter provocado a sua morte.

Ainda na quinta, profissionais do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão realizaram várias exames no corpo da vítima. O material foi encaminhado ao IGP de Florianópolis. O resultado dos exames deve ficar pronto nos próximos 15 dias.

Ainda no hospital, foi constatado que o ânus do neném estava necrosado (tecido morto ou em decomposição). O corpo foi velado em Jaguaruna nesta sexta-feira. A missa de corpo presente ocorreu na Igreja Matriz, no centro de Jaguaruna, às 16 horas. O sepultamento foi no Cemitério Municipal. Ninguém da família quis comentar sobre o caso.

Assim que soube da morte do enteado, o padrasto seguiu para uma casa de praia em Jaguaruna. A mãe do bebê também é investigada.
“Vamos atribuir a autoria ou não do crime ao acusado somente no fim do inquérito”, declara o delegado Jair Tártari, que coordena as investigações do caso barbárie.