#ParaTodosVerem Na foto, o prédio sede do Ministério Público de Santa Florianópolis
- Foto ilustrativa | Divulgação

A Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Caçador, no Oeste de Santa Catarina, instaurou três procedimentos administrativos após um bebê de apenas três meses chegar ao Hospital Maicé, na cidade, em estado grave. A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso, e um casal de cuidadores, ele de 22 anos e ela de 19, foi preso em flagrante, nesta segunda-feira (18), por supostas agressões. Nesta terça-feira, a Justiça atendeu a representação da Polícia Civil e converteu a prisão em flagrante para preventiva. Os dois foram encaminhados para o Presídio regional de Caçador, onde permanecerão à disposição da investigação e da Justiça. 

O bebê apresenta lesões no cérebro, nas costas, na face e em outras partes do corpo, além de ter tido uma parada cardiorrespiratória. A criança foi transferida para o Hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, e está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) sob cuidados médicos. A mãe do bebê é venezuelana e confiou no casal de cuidadores para poder trabalhar fora. Eles recebiam um valor mensal para cuidar da criança e não têm nenhuma relação de parentesco com a vítima. Os acusados possuem duas filhas e , segundo apurado na investigação, cuidavam de outras crianças ao mesmo tempo.

Os procedimentos instaurados pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude visam, respectivamente, acompanhar a situação do bebê internado; acompanhar a situação das filhas do casal preso; e apurar se outras crianças eram cuidadas pelos suspeitos.  “Tão logo o fato chegou ao nosso conhecimento, entrou-se em contato com os hospitais Maicé e Joana de Gusmão para garantir que a criança recebesse o atendimento médico necessário. Depois disso, instauramos os procedimentos e requisitamos informações aos órgãos públicos, considerando que o casal de cuidadores preso preventivamente possuem filhas pequenas e, ainda, cuidaram de outras crianças da vizinhança”, explica o promotor de justiça Paulo Henrique Lorenzetti da Silva.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina

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