Rafael Andrade
Tubarão

Não há palavras para descrever a dor da família do professor Emilson Alano de Carvalho. Após perder uma filha, a mais velha, a médica tubaronense Diélly Cunha de Carvalho, 26 anos, e a sogra, Leotildes Mendes de Souza da Cunha, 68, em um acidente de carro na BR-101, a outra filha de Emilson, a dentista Gislaine Cunha de Carvalho, 23, também faleceu.

Gislaine estava internada no Hospital Regional de São José desde o dia do acidente, na última quarta-feira, em Paulo Lopes, e não resistiu aos ferimentos. A jovem casou no dia 8 de maio deste ano. Formou-se na Unisul, em Tubarão, no ano passado.

Por decisão da família, alguns órgãos de Gislaine foram doados. Ela teve morte cerebral na última quinta-feira, conforme o Notisul antecipou.

Gislaine era uma das passageiras do Fiat Idea que seguia à capital. O veículo aquaplanou e bateu e frente com um caminhão de São Lourenço do Sul (RS). O motorista, Eduardo Raddke Schaun, 47, teve ferimentos leves.

Elenir Cunha de Carvalho, 49, esposa de Emilson e mãe das jovens, também estava no carro e segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional São José. O seu estado de saúde ainda é grave. Conforme seus familiares ele não corre risco de morte.

Uma Parati de Grão-Pará também se envolveu no acidente. O motorista, Jacir Noronha dos Santos, 30, segue internado em estado grave. Ele não corre risco e morte. O passageiro, Romério Demétrio dos Santos, 35, natural de Braço do Norte, também morreu no local da tragédia.

Último adeus
O velório de Gislaine Cunha de Carvalho ocorre no Espaço Integrado de Artes de Unisul, em Tubarão. Hoje, às 10 horas, será celebrada uma missa de corpo presente. Em seguida será feito o sepultamento, no cemitério Horto da Saudade, no bairro Monte Castelo.