Rafael Andrade
Tubarão

Mais um possível caso de abuso sexual contra menor foi registrado na Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão. Duas irmãs, de 10 e 12 anos, denunciaram o próprio tio, de 41, por incentivo ao sexo e exploração sexual.

O acusado é morador das proximidades da casa das supostas vítimas. Ele aproveitava que os pais das meninas não estavam e, de posse de revistas pornográficas, puxava conversas indecentes com as sobrinhas e mostrava o material proibido. As crianças contaram ainda, que ele também as molestava.

As meninas estudam em uma instituição da rede municipal de ensino de Tubarão e os atos libidinosos teriam ocorrido quando elas voltavam da escola. A delegada Vivian Garcia Selig coordenará o inquérito, instaurado na última sexta-feira.

O avô das crianças acompanhou o depoimento das netas na delegacia. O acusado será intimado nos próximos dias para prestar esclarecimentos. Um mandado de busca e apreensão também poderá ser solicitado. As meninas passarão por um acompanhamento social.

Se comprovado o possível abuso sexual, o homem poderá até ser indiciado na lei 12.015, de 7 de agosto de 2009 (ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos). Se for condenado, o tio poderá pegar entre oito a 15 anos de prisão em regime fechado.

Números de casos são impressionantes em Tubarão
A delegada Vivian Garcia Selig, responsável pela Delegacia da Criança, do Adolescente e de Proteção à Mulher e ao Idoso de Tubarão, se diz preocupada com o grande número de atos infracionais praticados por crianças e adolescentes e pelos crimes contra menores.

Ela chegou a Tubarão este ano e já instaurou dezenas de inquéritos. Muitos deles pelo crime de abuso sexual contra menor. Dois casos foram os que mais chamaram a atenção da delegada.

O primeiro é o do menino de 10 anos, que era abusado pelo próprio irmão, de 14, e colegas. O outro foi o da menina de 10 anos, abusada por vários meses pelo vizinho, de 42.

“Realmente é impressionante o número de casos que envolvem crianças e adolescentes. É preciso mais atenção dos próprios pais e longas conversas para evitar este tipo de transtorno”, orienta Vivian.