Desde a assinatura de decretos do Governo de Santa Catarina que determinaram restrição na circulação de pessoas, as forças de segurança de todo o Estado intensificaram a fiscalização de fechamento de estabelecimentos de serviços não essenciais e cumprimento de medidas sanitárias. Somente nesse sábado, dia 21, policiais da 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM) flagraram na região três ocorrências de desobediência. Em Morro da Fumaça, uma mulher com suspeita de estar com a Covid-19 fugiu de casa, já em Passo de Torres, a Polícia Militar (PM) encerrou uma festa de família e fechou um bar. 

Em Morro da Fumaça agentes de fiscalização de saúde, acompanhados pela PM, flagraram uma infração de descumprimento de medida sanitária, relacionada ao coronavírus. Uma paciente, de 25 anos, com suspeita de estar portando o vírus, estava sendo acompanhada na casa de sua mãe desde o dia 15 de março. Nesse sábado, a mãe da mulher informou que ela havia se evadido de casa sem dar informações sobre o destino, desrespeitando a recomendação de quarentena. Diante do fato, a responsável pela paciente precisou assinar um Termo Circunstanciado (TC). 

Já em Passo de Torres, outras duas ocorrências. A primeira, uma aglomeração de pessoas em uma residência no bairro Passagarda. No local, policiais militares flagraram uma festa de família, com aproximadamente 25 pessoas, acontecendo durante o dia. A guarnição foi até a casa e solicitou o fim da festa. Um pouco mais tarde, a PM voltou ao local e a comemoração ainda estava ocorrendo. Os policiais entraram na residência e mandaram os participantes embora. Eles apresentaram resistência inicialmente, mas acabaram se retirando. A responsável pela casa, assinou um TC.

Por fim, um segundo fato em Passo de Torres. Dessa vez, policiais faziam ronda também no bairro Passagarda, quando avistaram um bar aberto. No espaço havia três clientes, a dona do bar e uma amiga. A guarnição pediu a identificação de todos devido à desobediência ao decreto estadual. Após recolher os documentos, os policiais solicitaram que todos assinassem o TC, mas eles resistiram, falando que não assinariam e que era para “a polícia prender bandido”. Uma guarnição de apoio foi acionada e após a chegada de mais militares, todos aceitaram assinar o documento e fechar o estabelecimento.