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Segurança

Sete pessoas são indiciadas na Operação ‘Bocas Famintas’

Inquérito policial identificou desvio de quase 15 toneladas de carnes da Afasc

Publicado em 03/12/2019 16h26

Sete pessoas são indiciadas na Operação ‘Bocas Famintas’

Criciúma


Está concluído o inquérito policial da Operação ‘Bocas Famintas’. As diligências da Polícia Civil identificaram um desvio de carnes da merenda escolar de 32 creches de Criciúma. A prática era efetuada por uma nutricionista da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) e uma taxista. Ao todo, de acordo com o delegado Túlio Falcão, responsável pela investigação, aproximadamente 15 toneladas de carnes foram desviadas para serem revendidas. Sete pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime. Os detalhes da operação foram esclarecidos em coletiva na tarde desta terça-feira.

As investigações iniciaram depois da suspeita de desvio chegar até a coordenadora da Afasc que levou a denúncia para a Polícia Civil. As diligências foram colhidas em duas fases. Primeiro os policiais realizaram a prisão em flagrante da nutricionista retirando a carne na cooperativa que fazia o fornecimento de alimentos. Depois, iniciaram as buscas por informações nas creches.

“Fomos até o Lapagesse, onde está a maior creche do município e com maior número de alunos e descobrimos que ali haviam sido desviados 3.133 quilos de carnes. Na cooperativa foram mais 11,5 mil quilos, totalizando quase 15 toneladas”, detalhou o delegado. “Tentamos identificar ainda a participação de mais funcionários públicos no esquema, mas não foi possível. Antes das investigações o assunto vazou a própria nutricionista correu atrás de testemunhas e destruiu algumas provas. Mesmo assim conseguimos bastante informações que colocam ela no crime”, acrescentou.

Conforme a autoridade policial não foi possível identificar se alimentos de outros tipos também foram desviados. “Elas faziam o transporte de ovo, trigo, arrroz. Mas a contabilidade feita pela Afasc não era precisa. A carne conseguimos fazer o levantamento porque a nutricionista recebia e assinava recibos. A taxista, quando fazia a venda anotava em uma planilha toda a sua contabilidade. E as diretoras, quando recebiam as carnes nas creches, também assinavam os recibos”, explicou.

Nutricionista apresentou duas versões diferentes

Segundo Falcão, a Polícia Civil não tem nenhuma dúvida de que a funcionária da Afasc era a responsável pelos desvios. Um dos indícios, foi a contradição encontrada nos depoimentos da nutricionista. “Em um primeiro momento ela falou que não efetuava nenhuma revenda de carnes. Depois ela falou que assinava pela Afasc, mas também comprava como pessoa física para revender”, disse o delegado.

A taxista que fazia o transporte das carnes e a revenda dos alimentos para a nutricionista chegou a dar detalhes do crime. “Ela foi bem solicita. Chegou a dizer que como a quantidade de carne desviada seria grande elas planejavam comprar um reboque de carro para colocar um freezer, mas o equipamento não chegou antes da investigação da polícia. Ela vendia por valores 50% abaixo do mercado”, falou Falcão.

O prejuízo aos cofres públicos está calculado em R$ 143 mil, aproximadamente. O delegado acredita que os desvios possam ter sido maiores do que os que foram levantados no inquérito policial. “Iniciamos as investigações em fevereiro, mas conseguimos conversar entre a nutricionista e a taxista falando sobre 80 quilos de carnes já em novembro de 2018”, afirmou.

O inquérito policial agora será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A nutricionista e a taxista responderão, em liberdade, pelos crimes de peculato e receptação qualificada. Além delas, cinco proprietários de restaurantes que compravam as carnes desviadas foram também foram indiciados por receptação qualificada.


Fonte: Engeplus
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