Foto: Divulgação/Notisul.
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Rafael Andrade
Laguna

Mais um. Isto mesmo, mais um. Em 2015 foram 12, em 2014 ocorreram seis registros, e em 2013 o número foi o equivalente ao deste ano: 14. Ainda faltam praticamente quatro meses cheios para acabar 2016 e Laguna já soma o dado negativo e preocupante de 14 assassinatos. É quase um recorde na cidade, que tem cerca de 44.982 habitantes (IBGE-2016). O motivo, segundo as autoridades, pode ser a guerra por comando de pontos de tráfico de drogas. Mas também houve casos isolados. A polícia já conseguiu colocar atrás das grades acusados de cerca de 85% dos crimes.

E o último homicídio registrado foi ontem, no início da madrugada, por volta da 0h40min. Antônio Carlos Diecks Fernandes, 35, o Carlinhos, foi encontrado morto com tiros na cabeça na rua Santa Rita de Cássia, ao lado do Centro Social Urbano, no bairro Progresso. Segundo a Polícia Militar (PM), uma testemunha disse que dois homens aproximaram-se da vítima com armas em punho e efetuaram vários disparos. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado e constatou que Carlinhos já estava sem os sinais vitais. Ele estava acompanhado de uma mulher, que não se feriu.

O Instituto Médico Legal (IML) de Laguna recolheu o corpo por volta das 3h40min, logo após a perícia da Polícia Civil concluir o trabalho ainda no local. Profissionais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) do município, coordenados pelo delegado José Davi Machado, realizaram os primeiros levantamentos do caso durante todo o dia de ontem. “Os trabalhos já estão bem adiantados”, garante o delegado. Ainda não foi apontada a motivação. Informações extraoficiais indicam que nada foi roubado, o que desconfigura um possível latrocínio (assalto seguido de morte). Há uma incessante e aparentemente ‘interminável’ guerra de duas facções na cidade, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), de Florianópolis, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo (SP).

Carlinhos era natural de Laguna e morava, segundo a polícia, no bairro Bananal, na região do Distrito de Ribeirão Pequeno.

Última vítima tinha 22 anos
Wagner Costa Romero, o Waguinho, 22, natural de Laguna, era a última vítima de homicídio na Cidade Juliana. Ele foi morto na madrugada do último dia 27, no pátio de uma casa noturna no bairro Jardim Juliana. A Polícia Civil já tem pistas bem adiantes deste assassinato. “Só posso afirmar que as investigações estão bem adiantadas”, assegura o delegado regional em Laguna, José Davi Machado, que responde interinamente pela DIC. Até o fim do mês passado, cerca de 85% dos delitos desta natureza foram elucidados. Vários acusados já estão atrás das grades e aguardam julgamentos, a maioria alojada na Unidade Prisional Avançada (UPA) da Cidade Juliana.

2 assassinatos foram registrados em Laguna somente no mês passado. Quase 100% dos 13 assassinatos na Cidade Juliana tem ligação com o tráfico de drogas ou briga de facção criminosa.

28 homicídios já foram registrados somente neste ano na região:
• Laguna – 14
• Imbituba – 4
• Tubarão – 4
• Sangão – 1
• Capivari de Baixo – 1
• Garopaba – 1
• Jaguaruna – 1
• Braço do Norte – 1
• Pedras Grandes – 1