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Saúde e Equilíbrio - Fernando Viégas Delgado

Anos 80 - início do HIV - Aids

Publicado em 19/02/2019 00h15

Esse fim de semana, assisti a um filme magnifico, o qual recomendo a todos: Bohemian Rhapsody conta a história do grande artista Freddie Mercury. Trazendo para nosso assunto saúde, quero me ater à questão da Aids, que na década de 1980 se mostrou ao mundo. Não é sempre que se vê uma epidemia nascer, mas foi o que aconteceu nessa década, e em escala mundial. Do diagnóstico de Sarcoma de Kaposi até a observação epidemiológica intrigante do perfil sexual dos doentes, o “câncer gay”. Mas evolui muito atacando heterossexuais, hemofílicos e pessoas que recebiam transfusão de sangue. Um diagnóstico nessa época era uma sentença de morte. O falecimento de Mercury, em decorrência da Aids, foi um momento marcante no início dos anos 1990 para a conscientização sobre a doença. Muita coisa mudou até os dias de hoje. Mais em alguns lugares pobres do nosso mundo nada modificou, vidas ceifadas pela falta de acesso aos medicamentos. Em 25 anos, o HIV matou 25 milhões de pessoas e está presente em outros 40 milhões. É a segunda doença infecciosa que mais faz vítimas no mundo, logo atrás da tuberculose. Só que, ao contrário desta, a Aids não tem cura. A epidemia derrubou economias, destruiu populações inteiras e mudou costumes. Por se alastrar também pelo sexo, a revolução sexual dos anos 60 e 70 pisou no freio e deu lugar à era do “sexo seguro”, com a redução do número de parceiros e com o uso de preservativos (em 1986, apenas 8% dos jovens brasileiros afirmaram ter usado camisinha na primeira relação sexual, contra 47,8% em 1998 e 65,8% em 2005). Depois de duas décadas e meia de pesquisa, já sabemos que a aids é causada por um retrovírus, o HIV, e também temos boas pistas de como ela se espalhou pelo mundo e como age. Só não temos a menor ideia de como resolver o problema. Talvez tenhamos uma sensação hoje que a Aids é uma doença crônica até como a herpes, isto é, existe, mas fica controlada não alterando a trajetória de nossas vidas. Apenas uma fração mínima da população mundial tem acesso ao tratamento com antirretrovirais, que ainda é bastante caro. Só para se ter uma ideia, em 2005, o governo brasileiro gastou 800 milhões de reais para mais de 170 mil soropositivos. Na maior parte do planeta, entretanto, quem tem o HIV muitas vezes morre sem ter acesso a qualquer medicamento. Segundo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) apenas um em cada dez africanos que precisam de tratamento recebe alguma assistência, enquanto na Ásia é um em cada 7. E de cada dez pessoas portadoras do vírus no mundo, apenas uma fez o teste e sabe que está infectada. Sem prevenção, o HIV se espalha, e a África Subsaariana é o exemplo mais radical disso. A região, onde vive 10% da população mundial, concentra 60% de todos os portadores de HIV do mundo. Os números dão uma ideia da catástrofe: na Suazilândia, 43% da população está infectada pelo HIV, e em Botsuana, onde 37% da população está contaminada, a expectativa de vida caiu de 65 anos (entre 1990 e 1995) para 39 anos hoje. A grande esperança na luta contra a aids está nas pesquisas científicas, que podem trazer uma cura ou uma vacina”, afirma Renu Chahil-Graf. Existem boas notícias nesse campo. No final de 2005, uma equipe liderada por David Margolis, da Universidade da Carolina do Norte, EUA, afirmou que o ácido valpróico, uma droga usada no tratamento de epilepsia, parece ser capaz de obrigar os vírus latentes, aqueles que ficam inativos dentro do sistema imunológico, a se desentocar, o que os torna vulneráveis ao tratamento. Pode ser um atalho para a cura, mas, como em toda pesquisa nesse campo, é preciso ter cuidado. O próprio Margolis diz que esse é um resultado importante, mas que ainda são necessárias muitas outras pesquisas para avaliar o efeito desse ácido e transformá-lo em um remédio. Em um futuro próximo, não há previsão de alcançarmos uma cura ou vacina. Nessa situação, o melhor a fazer é impedir que o vírus se espalhe. “Cada dólar que deixa de ser gasto em prevenção significa despesas muito maiores no futuro, em tratamento ou mesmo em perdas na força de trabalho do país”, diz Chahil-Graf. Os programas de maior sucesso são aqueles que atacam o problema em duas frentes: educam a população em métodos de prevenção e, ao mesmo tempo, investem em tratamento de quem já está doente. Não é muito óbvio, mas faz sentido: segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevenção e o tratamento funcionam muito melhor em dupla. Nas muitas regiões onde não existem remédios ou há preconceito contra soropositivos, para que uma pessoa vai querer saber se tem ou não o vírus? A disponibilidade de tratamento funciona como um estímulo para que as pessoas façam o teste de HIV. Em uma região de Uganda, por exemplo, a chegada de remédios fez o número de testes aumentar 27 vezes. E, quanto mais cedo o HIV é detectado, menos se gasta em tratamento e mais dinheiro sobra para campanhas de prevenção, criando um círculo virtuoso. Mas a lentidão com que essas medidas são adotadas faz com que, depois de 25 anos de batalhas, ainda estejamos perdendo a guerra contra a aids. Em algumas regiões, o preconceito contra soropositivos aliado a tabus sexuais que eliminam a possibilidade de sexo seguro tornam inviável introduzir medidas de prevenção. “Em sociedades em que há discriminação, as pessoas se recusam até mesmo a falar sobre aids e HIV”, diz Chahil-Graf. Pode ser que um remédio ou vacina mude a situação, mas, por enquanto, as melhores armas a nosso dispor são também as mais simples: testes de HIV, uso de preservativos e seringas descartáveis e mente aberta para aceitar os métodos de prevenção. Se não aplicarmos essas pequenas medidas, não teremos melhorado nada desde a época em que alguns homossexuais apareceram com um câncer raro nos EUA.

Dicas de saúde
O Carnaval exige bastante do corpo, principalmente porque a festa demanda muita dança por alguns dias seguidos. Colocar o corpo para se movimentar é saudável, mas alguns cuidados devem ser tomados para que não falte energia nos últimos momentos de folia. É preciso se alimentar bem e descansar; beber muita água durante todo o dia e, para repor os sais minerais, vale a pena apostar em água de coco. Para correr tudo bem no carnaval também é preciso tomar cuidado com o consumo de bebida alcoólica, que é algo que não combina com atividade física e boa saúde. Proteja-se! Leve com você um preservativo, o único método anticoncepcional que também previne doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, HPV e HIV.

Dica de lazer
Viajar é muito bom. Mas existe outros meios de uma viagem... Cinema é uma grande opção num fim de semana de chuva. Dois filmes muito interessantes para não deixar de assistir: Nasce uma estrela com a Lady Gaga e Bohemian Rhapsody sobre a história do Queen a maior banda de rock da Inglaterra - he he he depois dos The Beatles, off curse!


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