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Saúde e Equilíbrio - Fernando Viégas Delgado

Amamentação - superando dificuldades

Publicado em 05/02/2019 00h13

Amamentação - superando dificuldades

As mães hoje em dia se preparam para o nascimento de seu bebê durante os nove meses da gestação. Parto humanizado, Doulas, grupos e rodas de gestantes, yoga e fisioterapia, mas talvez uma parte que na teoria parece extremamente fisiológica, na prática se mostra com muitas dificuldades, uma delas é a amamentação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, é recomendado amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida. A amamentação proporciona o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê e protege contra infecções como, por exemplo, diarreia, infecções respiratórias e otite média.
A sucção, por sua vez, estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, auxiliando a prevenir problemas ortodônticos. Há benefícios na vida adulta reduzindo o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes tipo 2 e obesidade. A amamentação contribui ainda para a saúde da mulher. Enquanto amamenta, seu organismo libera a ocitocina, hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. A amamentação reduz o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.
Vários serviços preocupados com esse assunto desenvolvem abordagens e protocolos assistenciais, mais a variabilidade é grande e de mãe para mãe. Logo após o nascimento, há produção do colostro. Com coloração amarelada e bastante espesso, esse primeiro leite, como é chamado, oferece uma proteção contra várias doenças, pois possui grande concentração de anticorpos. A ação do colostro pode ser comparada a uma vacina. Com o passar dos dias, há alterações na composição do colostro para leite de transição e no final do primeiro mês há estabilização dos componentes, dando lugar ao leite maduro. O leite materno é composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.

Somente no sexto mês devem ser introduzidos outros alimentos, com a orientação de um pediatra ou nutricionista. Mas recomenda-se continuar amamentando a criança até os 2 anos ou mais, dada a maior facilidade de digestão do leite materno em comparação com outras fórmulas lácteas, além do melhor aproveitamento de todos os nutrientes, que ajudam no desenvolvimento saudável da criança. Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação, durante o período de amamentação a alimentação deve ser equilibrada e rica em nutrientes. É recomendado uma ingestão de calorias e líquidos além do habitual.

O ideal é fazer 5 ou 6 refeições por dia. Outra recomendação importante é não consumir bebidas alcoólicas, uma vez que o álcool rapidamente passa para o leite depois de ser ingerido, e essa substância certamente não faz bem à saúde do pequeno. Quanto à higiene, é preciso desfazer um mito. Muitas mães acreditam que devem limpar os seios antes e depois das mamadas, mas se enganam. Isso remove a lubrificação natural da pele, deixando-os mais sensíveis e propensos a lesões. O correto é lavá-los normalmente durante o banho. E, salvo por indicação médica, não usar nenhum produto ou creme nos seios durante o período de amamentação. A importância da amamentação imediata é o consenso e beneficia tanto o bebê quanto mamãe.

Começando pela produção de hormônios que ocorre logo depois do parto numa interação mãe-bebê. O ato de o bebê sugar o leite libera a oxitocina que aumenta as contrações uterinas da mamãe, expulsando com maior facilidade a placenta e já fazendo com que o corpo da mulher volte ao normal. Sugando o seio da mãe, o bebê também ajuda na descida do leite materno, já que o ato de sugar joga na corrente sanguínea da mãe o hormônio prolactina que estimula a produção de leite. A endorfina também é liberada quando o bebê é amamentado logo após o parto, diminuindo as dores da mamãe, que muda o seu foco da dor para o bem-estar do seu filho. E com esse foco desperta o instinto de proteção e cuidado.

Quanto mais precoce for a primeira mamada, mais vínculo se criará entre mamãe e bebê, prolongando assim o tempo de amamentação. Outra vantagem: o contato pele a pele nos primeiros minutos de vida contaminará o bebê de germes e bactérias da própria mãe que são menos agressivos, criando imunidade, principalmente com o colostro (leite das primeiras mamadas), prevenindo assim de alguma infecção posterior. O bebê ainda não regula normalmente sua temperatura. A relação precoce da mãe com o bebê que acabara de nascer faz com que a ela regule o corpo do pequeno ao estar em contato pele a pele, evitando assim, uma hipotermia (choque entre a temperatura normal de uma pessoa com a do ambiente). Basicamente cabe a nós como agentes de saúde estabelecer estratégias de atuação.

Grupos multiprofissionais, para revisão de protocolos assistênciais com acompanhamento de planos de ações me parece a abordagem mais importante para melhora continua do processo.

Dicas de Saúde
Para preparar o seio para a amamentação, a gestante deve: -Lavar o seio só com água,  usar um sutiã próprio, tomar sol nos mamilos todos os dias, massagear os seios, arejar os mamilos, Não usar pomadas, cremes hidratantes ou outros produtos na aréola ou mamilo; não esfregar os mamilos com uma esponja ou toalha, não fazer ducha nos mamilos e  não extrair leite com as mãos ou uma bomba, que pode sair antes do parto. Estes cuidados devem ser mantidos durante toda a gravidez, pois previnem possíveis lesões nos mamilos.

Calendário

04/02 - Dia Mundial do Câncer (OMS)
05/02 - Dia Nacional da Mamografia


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