quinta, 25 de abril de 2019
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Saúde e Equilíbrio - Fernando Viégas Delgado

Terapia assistida por animais

Publicado em 15/01/2019 00h48

O cachorro da raça Husk Siberiano passeia abanando o rabo entre os corredores do Hospital Socimed. Com banho tomado, está pronto para proporcionar um momento de carinho e realizar o desejo de seu dono que se encontra internado. O resultado na interação cachorro e dono e instantâneo, mais não só neles, funcionários e pacientes são todos sorrisos e querem brincar com Zeos. Esse protocolo teve início há mais de dois anos nesse hospital e já tivemos várias visitas, como ressalta a Enfermeira Andressa gerente de unidades de internação.

Segundo do Estado a implantar esse protocolo devidamente controlado. Ele se insere dentro do serviço de Cuidados Paliativos da instituição. Outros pacientes e especialmente crianças com internação prolongada também utilizam esse mesmo protocolo. Outras experiencias pelo Brasil e o mundo usam animais como auxiliares de tratamento. No Brasil desde de 2016, os pacientes do HAB de Brasília (Hospital de Apoio), têm recebido a visita de cachorros de estimação como forma de terapia. A iniciativa foi ideia de uma veterinária, que já era voluntária no hospital e é a atual presidente da ONG (organização não governamental) Pet Amigo, Nayara Brea.

O projeto conta com 27 voluntários e 15 cães. Andreia, que sempre gostou de animais e tinha cachorros antes de adoecer, acredita que esse tipo de terapia faz bem para o seu tratamento. Por eu amar, por eu ter um, a visita deles e o carinho é muito bom. Durante o momento que eles estão aqui, a gente nem lembra do problema pelo qual a gente está passando, depois a gente sabe que volta, mas aquele momento com eles é sagrado. Há uma transferência de afeto natural do cachorro. Ele não cobra, ele não julga, então ele não pergunta da doença.
 
Mais o que é a Pet Terapia:  O membro do CNMV (Conselho Nacional de Medicina Veterinária) Nordman Wall conta que um dos focos da medicina veterinária é justamente trabalhar a saúde do animal na relação com o ser humano. A premissa se enquadra dentro do conceito de saúde única, defendido pelo conselho, que fundamentou o novo Código de Ética do Médico Veterinário publicado em setembro, mês em que se comemora o Dia do Médico Veterinário. Eu acho que essa é a maior missão que o médico veterinário tem: preservar essa boa relação entre o homem, o animal e o meio ambiente.

Segundo o conselheiro, o veterinário não atua apenas para tratar doenças físicas do animal, mas preconiza também seu bem-estar psicológico, que sofre influência da relação com o ser humano. Temos hoje diversos trabalhos apresentados sobre uma maior qualidade de vida quando você tem um animal dentro de casa, em doenças como o Alzheimer ou limitantes como paralisia cerebral. Esse tipo de tratamento é conhecido como TAA (Terapia Assistida por Animais), ou pet terapia. Além de cães, outros animais como coelhos, tartarugas e até répteis também podem participar.

Esse tipo de interação melhora patologias do animal também. Os cachorros precisam passar por alguns testes antes de se tornarem voluntários. A intenção é comprovar quesitos de saúde e de comportamento. Na lista estão pontos como: os animais devem ser sociáveis e gostar mais de gente do que de outros animais, já que as visitas são feitas em grupo (com outros cachorros); estar em dia com a vacinação e devidamente vermifugado, exigência dos hospitais e controle de zoonoses; usar coleira contra a leischmaniose; atender a alguns comandos básicos de adestramento, como senta, deita e fica; e tomar banho 24 horas antes da visita. Além disso, os donos também precisam assumir o compromisso de adestrá-los e acompanhá-los nas visitas.

O cachorro é um facilitador da comunicação da equipe de saúde com o paciente, muitas vezes eles [os pacientes] não se abrem diante do sofrimento e da dor. Para os pacientes que têm grandes incapacidades, que estão em reabilitação, também tem a questão do movimento que o cachorro traz. Além da alegria, principalmente para o público mais jovem que vem de situação de vulnerabilidade social. Tanto os benefícios físicos imediatos - como uma baixa da frequência cardíaca e pressão arterial -, como emocionais e psicológicos. A pessoa diminui o estresse, aumenta a formação de vínculo e de confiança. Ainda com relação à terapia com animais temos a ANDE (Associação Nacional de Equoterapia), que desenvolve a terapia com cavalos, os animais são usados como agente para ganhos motores, emocionais, psicológicos e comportamentais. Aqui usamos o termo praticantes e não pacientes.

A grande maioria dos casos que atendemos aqui são os transtornos do espectro autista e os indivíduos com paralisia cerebral, mas também temos síndrome de Down, dislexia e outros. Assim como ocorre com os cachorros, os cavalos que participam da equoterapia também se beneficiam. Nos transtornos como o autismo, por exemplo, a gente observa praticantes que não se vinculam com o mediador, às vezes nem com o familiar, mas a gente observa uma grande entrega ao cavalo. E isso também beneficia o animal. O cavalo te aceita do jeito que você é, independentemente de você ser marginalizado pela sociedade. No Hospital Socimed, quando devidamente autorizado pelo médico responsável, a visita segue todos os protocolos exigidos pelos padrões de segurança da instituição.

O animal de estimação, nestes casos, precisa ter tomado banho pelo menos nas últimas 24 horas, estar com a carteira de vacinação em dia e ter atestado médico veterinário de que está em perfeito estado de saúde. Já foi constatado que respeitando-se estes critérios, a visita só traz benefícios para o paciente. No caso do seu José, que está internado desde 31 de dezembro do ano passado bastante debilitado, e, curiosamente é Veterinário, foi um momento único e emocionante. Seu pedido foi feito e o hospital prontamente providenciou tudo para que este momento pudesse contribuir com o fortalecimento, bem-estar e a melhor experiência do paciente.

Dicas de Saúde
No verão nos deparamos com as proibições de pets nas praias As doenças são causadas principalmente pelas  fezes infectadas dos pets que podem transmitir parasitoses intestinais como a Giardíase e a Isosporose (responsáveis por sintomas como dores abdominais, gases, vômitos, diarreia, perda de apetite), além do famoso bicho geográfico, que pode penetrar na pele das pessoas, causando feridas e forte coceira.  Segundo o Centro de Zoonose do Estado de São Paulo, as crianças são as mais vulneráveis às infecções devido ao seu frequente contato com a areia. Tudo bem, não levamos os nossos pets devidamente vacinados e cuidados, mais e a quantidade enorme de cães sem dono que vagão livremente em nossas praiais? Resta ficarmos atentos para os sintomas e sinais dessas doenças.

Dicionário de Medicina
Autismo: Também conhecido por Transtorno do Espectro do Autismo, é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo. Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem.

Leischmaniose: Também conhecido por Transtorno do Espectro do Autismo, é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo. Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do tipo Leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos. Existem três tipos principais: leishmaniose cutânea, leishmaniose mucocutânea e leishmaniose visceral. O sintoma mais evidente da forma cutânea são úlceras na pele. Na forma mucocutânea, as úlceras afetam não só a pele como também a boca e nariz. O sintoma inicial da forma visceral são úlceras na pele, a que mais tarde acresce febre, diminuição do número de glóbulos vermelhos e aumento de volume do baço e fígado.


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